Eletrobras afirma que reajuste de 22,56% foi estabelecido para manter o equilíbrio da empresa.
Indignados com o reajuste de 22,56% aplicado pela Eletrobras/Acre, empresários do setor da indústria estiveram reunidos com a Diretora de Assuntos Regulatórios da Eletrobrás no Acre, Michella Evangelista Duarte, no final da tarde de ontem, na sede da Federação da Indústria e Comércio do Acre (Fieac), para tentar entender a diferença de 8,34% cobrada a mais na conta final, sendo que o reajuste deveria ser de apenas 14,22%.
A novidade não agradou em nada o empresariado que promete unir esforços, caso a tarifa continue a ser praticada no estado. O presidente da Fieac, Carlos Sasai, anunciou que irá reivindicar junto aos órgãos regulatórios a cobrança justa e ainda o esclarecimento dos critérios adotados para a variação diferenciada, que coloca o Acre no ranking da maior tarifa praticada no setor.
“Queremos um esclarecimento da Eletrobras quanto aos critérios estabelecidos, bem como a diferenciação do reajuste. Estávamos esperando um reajuste de 14,24% e fomos surpreendidos com uma taxa adicional de 22,56%. Esse índice é o maior praticado no Brasil para o setor industrial, estaremos pedindo ajuda de nossos políticos, para conter a cobrança abusiva”, destacou Carlos Sasai.
A Diretora de Assuntos Regulatórios da Eletrobras no Acre, Michella Evangelista Duarte, alegou que o aumento cobrado pela companhia, obedeceu a parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A Eletrobras agiu com o consentimento da Aneel, o cálculo para o Acre, foi feito de forma diferenciada devido ao alto custo praticado pelas termelétricas e a falta de mão de obra especializado no estado,” declarou Michella Duarte.
A representante destacou ainda que a Eletrobras deva oferecer o serviço dentro de uma viabilidade financeira, a fim de manter o que ela chamou de “equilíbrio” da concessionária. “A tarifa foi ajustada para garantir o equilíbrio da prestadora no estado. O aumento diferenciado foi aplicado, para cobrir os gastos e altos encargos cobrados na transmissão de energia, e também o surgimento de sete novos encargos tributários para o setor”, alegou Michella Duarte.






Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
