sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Samu da capital ainda sofre com trotes

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A prática é realizada, em sua maioria, por crianças no horário de saída das aulas

Rio Branco é mais uma das cidades do Brasil que sofre com os trotes feitos aos telefones da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu. Por estarem facilmente disponíveis à população, com o objetivo de acesso rápido aos serviços de urgência e emergência, esses números acabam por ser alvo de pessoas que brincam com esse tipo de situação.

A médica plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Tatiana Farah, diz que, antigamente, essa situação era mais comum. Entretanto, esse tipo de prática ainda acontece. “Há tempos atrás, era normal recebermos ligações de crianças, principalmente, fingindo ter acontecido algum acidente. Logo reconhecíamos a voz infantil.”, diz.

Ela explica que, por conta do reconhecimento, a prática nem chega a fazer com que uma ambulância se desloque. Porém, ela salienta que, na maioria das vezes, os técnicos auxiliares de regulação médica ligam para o número, à procura de algum responsável, a fim de falarem e auxiliarem a família. “É muito importante que as pessoas se conscientizem quanto a essa situação. O Samu é necessário à população. Temos que preservar o Serviço às pessoas que realmente necessitem”, diz a médica.

Uma das reclamações mais pertinentes por conta da população é o excesso de perguntas feitas pelos atendentes, no caso, os técnicos auxiliares de regulação médica. São eles os responsáveis por atender aos telefonemas de urgência. Tatiana explica que o “excesso” de perguntas é necessário, já que as ambulâncias são diferentes entre si. “As perguntas servem para identificar o tipo de ocorrência, manter contato com o solicitante e, também, filtrar possíveis trotes. Além disso, ela serve para podermos ter uma ideia de qual ambulância é a melhor para o atendimento.” As perguntas são feitas em, no máximo, 30 segundos, portanto, não é um procedimento tão demorado.
O Samu de Rio Branco recebe, por dia, cerca de 270 ligações. Destas, em média, 10 são trotes. Eles acontecem, geralmente, nos horários em que as crianças saem das escolas, pela manhã, ou pela tarde. Por isso, os médicos do Samu explicam, aos pais que  a melhor maneira é educarem seus filhos a respeito do trabalho do serviço. “Trabalhamos para que não aconteça nada de mais grave. Um dia, talvez você seja o necessitado do nosso trabalho. Ele é muito importante”.

 Penalidade aos trotes

O Art. 266 do Código Penal descreve que interromper ou perturbar o serviço telefônico é crime e o infrator poderá incorrer em pena de detenção de um a seis meses ou multa. Esse artigo da lei se aplica a qualquer caso, seja qual for à vítima.

 Há casos mais graves, quando o trote passa a comprometer o serviço público. Portanto, a conscientização quanto aos trotes cabe a cada um e o seu cometimento pode prejudicar a quem comete.

 


 




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