Até o momento 27 famílias foram removidas de suas residências e levadas para o parque de exposição Marechal Castelo Branco.
O Rio Acre continua preocupando às autoridades e pessoas que moram às suas margens. O número de famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, ontem, cresceu de 14 para 27, segundo a Defesa Civil. Diversos são os bairros, porém, os mais atingidos são Taquari, Baixada da Habitasa e Airton Sena.
De acordo com o Tenente Springe, coordenador da Defesa Civil estadual, as vistorias continuam sendo feitas nos imóveis das pessoas que pediram socorro às autoridades. Segundo ele, as próprias famílias procuram o Corpo de Bombeiros, para que não corressem riscos maiores.
Ele fala, ainda, que é difícil prever quanto tempo pode durar esta cheia. As avaliações são feitas de acordo as experiências de anos anteriores. “O rio tem oscilado muito nos últimos 15 dias, mas podemos afirmar que a Defesa Civil, e o Estado estão fazendo o possível para ajudar os necessitados”, afirmou.
Até o fechamento deste jornal, o Rio Acre apresentava, nesta terça-feira (31), 14,59 metros, ou seja, suas águas já ultrapassam a cota de transbordamento e estão à beira da cota de alerta. No interior, a situação não é tão diferente. O Riozinho do Rola marca 13,44 m. Já em Assis Brasil, a régua aponta 3,50 metros. Em Xapuri, as medições do dia 31 mostraram 9,74 metros. Em Cruzeiro do Sul, o rio subiu quase 50 centímetros durante a noite, indo de 9,9 metros a 10,41 metros. Apenas em Sem Madureira houve uma redução, de 12,96 para 12,58 metros.
No mês passado, o Rio Acre assustou a todos desabrigando mais de 200 famílias. Elas foram colocadas em colégios e também no Parque de Exposições. Apenas semanas após ás famílias voltarem para suas casas, muitas delas terão que retornar aos abrigos improvisados. Outras, porém, foram agraciadas com o auxílio aluguel social, que, agora, beneficiou dezenas de famílias na capital.
La Niña
Alguns especialistas culpam as chuvas que ocorreram antes do tempo ao fenômeno “La Niña”. Uma linha de Instabilidade provocou as chuvas fortes, com maiores volumes, aqui no Acre, na maior parte do Amazonas e em Rondônia, onde os desvios de ares quentes formaram as chuvas.
O La Niña é um fenômeno climático que ocorre em decorrência do resfriamento de em média 2ºC das águas superficiais do Oceano Pacífico, especialmente na parte centro-oriental. Ele gera profundas mudanças na dinâmica da atmosfera.






