O risco de uma epidemia de dengue é grande, principalmente, em quatro municípios acreanos
As chuvas do inverno amazônico trazem, consigo muitos transtornos. Além de bueiros entupidos, lugares enlameados, o risco de se contrair dengue é ainda maior, dado o maior acúmulo de água parada.
O risco de uma epidemia de dengue é grande, principalmente, em quatro municípios acreanos. São eles: Rio Branco, Epitaciolância, Brasiléia, Quinari e Porto Acre. Além dessas cidades, devemos lembrar-nos de Porto Velho e Cuiabá, que estão entre as capitais brasileiras que mais correm risco. “A população deve tomar as precauções necessárias e as autoridades as medidas certas”, resumiu o senador.
O Levantamento de Índice Rápido por Infestação de Aedes Aegypti, o LIRAa, coloca ainda mais cinco cidades acreanas em estado de alerta: Capixaba, Acrelância, Xapuri, Bujari e Sena Madureira.
O governo do estado, no entanto, está travando uma grande batalha contra o mosquito causador da doença. Já na quarta etapa da Campanha Guerra Contra a dengue, a ideia, agora, é proporcionar uma articulação entre todos os setores para ações estratégicas de atuação no combate à dengue.
Atualmente, Rio Branco apresenta 9,8 de infestação predial, um número considerado alto pelo Ministério da Saúde. A nova etapa, portanto, quer reduzir o número de infestação dentro das casas.
Vale lembrar que a vigilância nunca pode parar, e é necessária a colaboração de todos. A Secretaria Estadual de Saúde, Suely Melo, explica que os gestores façam vistorias e que cada um adote um bairro para fazer uma visita, checando se os moradores estão fazendo sua parte em casa. “O Governador Tião Viana vai reduzir o ciclo dos agentes de 35 dias para 22 dias, mas todos nós temos de fazer a nossa parte na campanha”, explica Suely.
A campanha das Secretarias no Combate à doença foi lançada em agosto, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. A ideia era mobilizar alunos para que eles, todos os dias, verificassem a existência de focos de mosquitos. Uma boa estratégia, já que as crianças observem e aprendem muito melhor.
Os grupos de agentes de combate à dengue que reduzirem casos de infestação em microáreas em 20% ou mais receberão, ainda, uma bonificação de R$ 200, segundo anúncio do governador Tião Viana.
Izanelda Magalhães, gerente da Divisão de Vigilância em Saúde, o Acre registrou uma redução de 93% dos casos de dengue, se comparado ao período de dezembro de 2010. À época, 900 casos foram registrados. Em dezembro de 2011, apenas 63 foram noticiados. Isso significa que o trabalho do governo está unido ao trabalho da sociedade, que, aos poucos, vem-se conscientizando.
Angelim pede que população não baixe a guarda contra a dengue
O prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim se reuniu na tarde desta segunda-feira, 02, com os coordenadores de campo das equipes de agentes de controle de endemias, para agradecer o empenho no combate a dengue na capital. Aproveitou a ocasião, também, para avaliar os números do Levantamento de Infestação Rápida (LIRA), que detectou um leve crescimento na infestação predial pelo mosquito transmissor da doença. O prefeito disse que estava satisfeito com o trabalho desenvolvido pelos agentes de endemias e reafirmou que sem a ajuda da população será difícil vencer essa guerra. “A população tem que fazer sua parte e nós do poder publico temos que intensificar ainda mais o combate. Não podemos baixar a guarda, principalmente, porque os índices de infestação do mosquito têm crescido em virtude das intensas chuvas dos últimos dias”, alertou.
De acordo com o Levantamento de Infestação Rápida (Lira), que mede a presença da larva do mosquito nas residências, houve um crescimento na presença do Aedes Aegypti de 9,83% para 10,08% na última semana de 2011 em relação à semana anterior. Também foi observado um crescimento no número de notificações. Na penúltima semana foram registradas um total de 84 notificações, com um índice de positividade de 20%. Já na última semana de 2011, o número de notificações saltou para um total de 146, com um índice de positividade de 25%.
A reunião com os coordenadores teve caráter motivacional. Embora o índice de infestação predial tenha demonstrado crescimento, Angelim acredita que os números demonstram que o trabalho intenso desenvolvido ao longo desse ano tem surtido efeito. Ele lembrou que em outubro de 2010 a situação na capital acreana era tão preocupante que foi preciso decretar situação de emergência.
“Nós não estamos enfrentando o mosquito qualquer, não estamos enfrentando uma infestação qualquer. Se hoje esse índice está em 10% isso é graças ao trabalho de vocês, pois, no início do ano passado nós estávamos com esse índice muito maior e nós estávamos perdendo a guerra mesmo. Agora a situação se inverteu e nós estamos ganhando a guerra”, disse o prefeito.
Por outro lado, o prefeito disse que a situação não é de comodidade, pois os números preocupam. Ainda são esperados três meses de intensas chuvas na capital, o que favorece a infestação dos mosquitos. A prefeitura e o governo do Estado têm intensificado sua atuação no combate à dengue visando impedir uma epidemia da doença, mas é preciso contar com o apoio da população, haja vista que o maior número de focos do Aedes Aegypti é registrado no interior das residências.
Nesse esforço compartilhado com o Estadojá foram distribuídas 21 mil capas de caixa d'água e eliminados 1.6 milhões de depósitos que poderiam servir para a procriação do mosquito, como latas, garrafas, pneus e tampinhas de refrigerantes. Outros 179.4 mil depósitos foram tratados pelas equipes de campo.
“Temos realizado um trabalho muito intenso contra o mosquito, mas precisamos contar com o apoio da população, pois é nas residências que encontramos o maior número de mosquitos. Sem esse apoio, corremos sério risco de ter uma epidemia da doença na capital”, alertou o secretário de Saúde de Rio Branco, Oswaldo Leal.
Prefeitura e governo do Estado também estão intensificando o trabalho de conscientização da população. Em 2011, a prefeitura realizou trabalhos de educação contra a dengue em 30 escolas municipais. 510 turmas receberam palestras conduzidas pelos agentes de endemias. 17 mil crianças participaram das atividades.
Prevenindo-se
1. Evite o acúmulo de água;
2. Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
3. Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris;
4. Evitar guardar pneus velhos;
5. Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água;
6. Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água;
7. Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados;
8. Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.





