sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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ARTIGO DO NARCISO

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A FPA, a exemplo do que aconteceu em 2000, precisa e, certamente, vai corrigir seus próprios erros e equívocos. 

Quando a FPA-Frente Popular do Acre vivia seu mais auspicioso momento e sua maior liderança, o então governador Jorge Viana, o auge do seu prestígio, a oposição o surpreendeu elegendo os prefeitos das principais cidades do Acre, entre eles, o de Rio Branco, o de Cruzeiro do Sul e o de Sena Madureira. Por oportuníssima inspiração do próprio Jorge Viana a FPA “mudou o seu jeito de caminhar”. Palavras dele. Aí deu no que deu. De lá para cá foi uma vitória seguida de outra e cada uma mais espetacular que a outra.  

Novamente, e após dez anos, a FPA voltou a ser surpreendida, diria até, levou um baita susto, enfim, o resultado da mais recente eleição deixou o seguinte recado: a FPA precisa buscar um novo jeito de caminhar. E que jeito é este? Buscá-lo deverá ser o primeiríssimo desafio para o futuro governador Tião Viana, providência que por certo tomará em perfeita sintonia com o futuro senador Jorge Viana, enfim, pelo que são e que representam no âmbito da FPA, já estão a sua procura. Eu, particularmente, não saberia que caminho seria este, mas como todo e qualquer engenheiro que perícia uma obra feita, já pude identificar alguns deles.

 O “mais do mesmo”, político e eleitoralmente falando-se, tem produzido as mais surpreendentes derrotas, e desta feita, como representante da FPA e há longos 12 anos à frente do governo do Acre, o candidato Tião Viana teve contra si aquilo que denominamos de fadiga do material, alguns denominam de mesmice. Não vejo outra causa que possa haver determinado uma disputa que se revelou bastante equilibrada, enquanto em todos os quesitos que viessem a ser avaliados, o candidato Tião Viana, positivamente, superava o seu oponente Tião Bocalom. 

Claro que não se pode falar em derrota da FPA, e sim, de uma vitória um tanto quanto diferente das passadas, até porque, se a FPA conquistou o governo do Estado, uma das duas vagas do senado, cinco das oito vagas de deputado federal e a maioria dos deputados estaduais, jamais poderá se sentir derrotada. Quanto à eleição de Sérgio Petecão para o senado, aí sim, que os estrategistas da FPA, a exemplo do que já fizeram em 2000 quando da derrota pela prefeitura de Rio Branco, que identifiquem as causas que lhes deram azo a fim de se prevenir de novas e desagradáveis surpresas. Quem sabe não tardarão a chegar à seguinte conclusão: a candidatura Edvaldo Magalhães, em quem votei, não foi conduzida com sabedoria.  

Numa estrutura de poder, e muito especialmente aqui no Acre, aqueles que ocupam seus mais graduados postos não podem se sentir como quem, através de um concurso público, a eles tenham sido alçados. Um secretário ou o diretor de uma estatal, por sê-los os mais visíveis representantes do governo, não podem agir como se lá estivesse tão somente em nome da tecnicidade e/ou por vezes, para atender sua enervante burocracia, pois em isto ocorrendo, o débito será lançado na conta do governante. Não por acaso, nos diversos pronunciamentos do ainda candidato Tião Viana, tal deficiência já foi identificada. Humanizar a prestação dos serviços públicos, sobretudo, aqueles que são os mais solicitados pelo próprio público, já seria de bom tamanho para afastar a tal fadiga. 

Em 2014, quando se dará sucessão do governador Tião Viana, completar-se-á 16 anos de poder da FPA. Isto quer dizer que, todo e qualquer acreano que tenha nascido em 1998, data da primeira eleição de Jorge Viana para governador, aquele acreano já será eleitor, e nestas condições, só terá a FPA como parâmetro de avaliação. Este é o dilema de quem se torna referência de si mesmo.

Do jeito que a FPA passar a caminhar no decorrer da gestão do governador Tião Viana em muito dependerá o futuro da própria FPA. Cada eleição é uma nova eleição.




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