sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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PF neles, e nelas também!

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A Polícia Federal não escolhe os seus investigados.  (superintendente da PF-AC). Entre as tantas instituições que compõem o aparelho do Estado brasileiro, sempre que avaliadas, nos quesitos: respeito, competência e credibilidade, quase sempre a Polícia Federal tem aparecido em primeiríssimo lugar. E o mais importante: além das pesquisas de opinião pública, a nossa sociedade tem a seguinte convicção: a PF jamais se move em razão de interesses partidários e muito menos em função da posição sócio-econômica deste ou daquele investigado. Disse certa vez o então presidente dos EUA, Lyndon Johnson: “O crime organizado não é nada mais do que uma guerra de guerrilha contra a sociedade”. Desta feita, como o mercado eleitoral é operado por verdadeiras organizações criminosas e orientadas por experimentados criminosos, daí a necessidade de combatê-lo.    

 

Claro que a Polícia Federal tem contrariado interesses, mormente daqueles que, por vias criminosas, buscam alcançar seus igualmente criminosos objetivos. Entre os mais contrariados com suas ações poderíamos destacar: os contrabandistas, os traficantes de drogas e de armas, e no decorrer de uma disputa eleitoral, os traficantes de consciências, ou mais precisamente, os compradores de votos. 

Bendita perseguição, afinal de contas, na gradação dos crimes contra uma democracia, nenhum outro tem igual potencial para solapá-la quanto à compra de votos, isto porque, provém do mercado eleitoral o que de pior existe na representação política. “Quem rouba para se eleger, se elege para roubar”. Deixá-los à vontade, aí sim, seria um crime de lesa-pátria.  

Ainda bem que, em tão boa e oportuníssima hora, a nossa Justiça Eleitoral, e em particular, o TRE/AC, priorizou o combate à compra de votos, contando com a valiosíssima participação da PF para vencer tamanho desafio, sobretudo com sua inteligência, enfim, de crime organizado e como combatê-lo, ninguém entende mais que a Polícia Federal. 

Acusar a Polícia Federal de está cometendo arbitrariedades contra aquela ou aquele comprador de votos é o tipo de acusação que não pode prosperar, muito especialmente, quando seus agentes saem a campo na tentativa, ou muitas vezes, já sabendo como deverão proceder para flagrar um comprador de votos em atividade. 

A mim não me pareceu obra do acaso, e sim, resultado de uma zelosa e inteligente investigação, quando os agentes da PF apreenderam quase meio milhão de reais que estavam sendo transportados da forma mais desaconselhável possível, porquanto insegura, da vizinha cidade de Boca do Acre para Rio Branco. 

É evidente que os inteligentes delegados da PF já tinham informações prévias da existência da referida dinheirama e que a mesma seria transportado para nossa capital. Talvez não soubessem, porquanto ser inteligente é uma coisa e ser adivinho é outra coisa completamente diferente, que o transporte daquela montanha de dinheiro, acomodados em caixas de papelão, viesse a ser feito, via terrestre e cercado de inúmeros e perigosíssimos riscos. Neste particular a candidata Antônia Lúcia não avaliou os riscos que seus filhos correram. 

Ninguém, em sã consciência, poderá levar a sério determinadas acusações, em especial àquelas originárias de quem, e verdadeiramente, foi flagrada praticando um crime. Ainda que não estivesse presente na hora do flagrante, a presença da candidata Antonia Lúcia estava perfeitamente representada, pois ninguém melhor para representá-la que os seus próprios familiares.  

Que a sociedade acreana prestigie a Justiça Eleitoral nesta reta final de campanha, nesta derradeira semana, é tudo que esperamos. E da Polícia Federal, que consiga desbaratar os esquemas de compra de votos que insistirem entrar em ação.
  




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