Exceto João Correia, candidato ao senado, o passado dos demais candidatos ditos de oposição se contradiz com suas presentes posturas.
Pessimamente assessorado, ou ele próprio, bastante despreparado, Tião Bocalom sequer tem sabido escolher o alvo que pretende atingir, quando dos seus ataques, e o que fazer, quando instado a se defender. De mais a mais, e neste particular chega a dar pena e dó, Tião Bocalom jamais poderá contar com a lealdade, seja dos partidos e/ou dos demais candidatos que integram a sua coligação.
Pela sequência dos erros que já foram cometidos, desde sua origem até os dias atuais, a candidatura Tião Bocalom já assegurou o seu lugar na nossa história político-eleitoral como sendo aquela que se transformou numa escola - às avessas – enfim, são das derrotas e não das vitórias, de onde extraímos as melhores lições, porquanto, em tudo, sobretudo as de natureza política, pois tudo que diz respeito a sua candidatura lembra a cantiga da perua: é de pior, a pior.
Que a oposição acreana retrocedeu, ou mais precisamente, se apequenou, e em demasia, quando comparada àquela que existia nas eleições passadas, é fato. Resumindo-se: o que já não andava bem, só piorou. Pelo menos a estupidez, e por que não dizer, a burrice, outrora, não se fazia presente do receituário de nossas oposições.
Quantas críticas, algumas delas extremamente duras, cheguei a fazer ao tempo em que, Rodrigo Pinto de um lado, e Tião Bocalom de outro, feito dois carecas brigando por um pente, disputavam a indicação para ser o candidato a governador do Acre? Que burrice poderia ser maior que aquela?
O candidato majoritário de toda e qualquer oposição minimamente organizada não pode resultar de brigas intestinas, e sim, de um consenso. Ele tem que ser convidado, jamais imposto. E sem sabotagens, é claro. Não da forma desmoralizante com se deu o bota-fora da candidatura Rodrigo Pinto. Pior que o citado bota-fora foi a causa que lhe deu origem, qual seja: os interesses pessoais do deputado federal Flaviano Melo, isto porque, consciente que o seu ex-glorioso PMDB jamais faria legenda que pudesse vislumbrar sua reeleição, a candidatura Rodrigo Pinto teve que ser sacrificada.
Mas num particular a candidatura Tião Bocalom não será de todo descartável, enfim, ela está emprestando uma razoável doze de legitimidade à disputa pelo governo do Acre, até porque, nem o próprio Tião Viana sentir-se-ia bem, democraticamente satisfeito, se lhes restasse como competidor apenas o folclórico Tijolinho.
Na oposição, e com suficiente autoridade para falar em seu nome, aí sim, entre todos os seus candidatos majoritários – governo e senado - resta tão somente, e verdadeiramente, João Correia. Tião Bocalom e Sérgio Petecão, na melhor das hipóteses são dois dissidentes da própria da FPA, e aos dois, continuará faltando o que o candidato João Correia tem de sobra: um histórico oposicionista. A oposição está no seu sangue, no seu DNA.
É bem verdade que políticos como João Correia estão se tornando cada vez mais uma espécie ameaçada de extinção, no que se constitui na mais completa inversão de valores. Ser coerente e não transigir com suas convicções já se transformou nos maiores pecados que um político pode cometer. Do candidato João Correia diga-se o que se disser, conquanto se diga que é por causa da escassez de homens públicos como ele que nossa democracia cada vez mais se empobrece.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes