sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Opositores e dissidentes

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Exceto João Correia, candidato ao senado, o passado dos demais candidatos ditos de oposição se contradiz com suas presentes posturas. 

 

 Pessimamente assessorado, ou ele próprio, bastante despreparado, Tião Bocalom sequer tem sabido escolher o alvo que pretende atingir, quando dos seus ataques, e o que fazer, quando instado a se defender. De mais a mais, e neste particular chega a dar pena e dó, Tião Bocalom jamais poderá contar com a lealdade, seja dos partidos e/ou dos demais candidatos que integram a sua coligação.   

Pela sequência dos erros que já foram cometidos, desde sua origem até os dias atuais, a candidatura Tião Bocalom já assegurou o seu lugar na nossa história político-eleitoral como sendo aquela que se transformou numa escola - às avessas – enfim, são das derrotas e não das vitórias, de onde extraímos as melhores lições, porquanto, em tudo, sobretudo as de natureza política, pois tudo que diz respeito a sua candidatura lembra a cantiga da perua: é de pior, a pior.    
 Que a oposição acreana retrocedeu, ou mais precisamente, se apequenou, e em demasia, quando comparada àquela que existia nas eleições passadas, é fato. Resumindo-se: o que já não andava bem, só piorou. Pelo menos a estupidez, e por que não dizer, a burrice, outrora, não se fazia presente do receituário de nossas oposições.   

Quantas críticas, algumas delas extremamente duras, cheguei a fazer ao tempo em que, Rodrigo Pinto de um lado, e Tião Bocalom de outro, feito dois carecas brigando por um pente, disputavam a indicação para ser o candidato a governador do Acre? Que burrice poderia ser maior que aquela?  

 
O candidato majoritário de toda e qualquer oposição minimamente organizada não pode resultar de brigas intestinas, e sim, de um consenso. Ele tem que ser convidado, jamais imposto. E sem sabotagens, é claro. Não da forma desmoralizante com se deu o bota-fora da candidatura Rodrigo Pinto. Pior que o citado bota-fora foi a causa que lhe deu origem, qual seja: os interesses pessoais do deputado federal Flaviano Melo, isto porque, consciente que o seu ex-glorioso PMDB jamais faria legenda que pudesse vislumbrar sua reeleição, a candidatura Rodrigo Pinto teve que ser sacrificada.  

Mas num particular a candidatura Tião Bocalom não será de todo descartável, enfim, ela está emprestando uma razoável doze de legitimidade à disputa pelo governo do Acre, até porque, nem o próprio Tião Viana sentir-se-ia bem, democraticamente satisfeito, se lhes restasse como competidor apenas o folclórico Tijolinho.    

Na oposição, e com suficiente autoridade para falar em seu nome, aí sim, entre todos os seus candidatos majoritários – governo e senado - resta tão somente, e verdadeiramente, João Correia. Tião Bocalom e Sérgio Petecão, na melhor das hipóteses são dois dissidentes da própria da FPA, e aos dois, continuará faltando o que o candidato João Correia tem de sobra: um histórico oposicionista. A oposição está no seu sangue, no seu DNA. 

É bem verdade que políticos como João Correia estão se tornando cada vez mais uma espécie ameaçada de extinção, no que se constitui na mais completa inversão de valores. Ser coerente e não transigir com suas convicções já se transformou nos maiores pecados que um político pode cometer. Do candidato João Correia diga-se o que se disser, conquanto se diga que é por causa da escassez de homens públicos como ele que nossa democracia cada vez mais se empobrece.  

 


 

 A retomada do poder político acreano, há 12 anos sob o comando da FPA-Frente Popular do Acre, certamente, não ocorrerá como produto da próxima disputa eleitoral, afinal de contas, são tantas as vantagens a favor da candidatura Tião Viana e tantas são as desvantagens em desfavor da candidatura Tião Bocalom, que a disputa que se avizinha não irá além do primeiro turno. 70% a 30% é o meu prognóstico. A conferir quando da divulgação dos resultados das urnas.   



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