Por Narciso Mendes
Às eleições de 2012 serão regidas por uma anárquica legislação eleitoral, qual seja: a mesma que prevaleceu nas eleições passadas.
Quando falamos com qualquer peemedebista, sobretudo com os mais presunçosos, de cara eles argumentam: “Ninguém governa o Brasil sem o apoio do PMDB”. No duro no duro, eles se baseiam em três gravíssimas distorções ainda presentes na nossa debilitada democracia. Primeiro, nossa anárquica legislação eleitoral, que de tão anárquica chega a permitir a criação e o funcionamento dos chamados partidos de aluguel. Segundo, nossa paupérrima cultura pública.
Terceiro, porque suas consideráveis bancadas, tanto a da Câmara dos Deputados quanto a do Senado, tem garantido sua permanência no poder e em alguns dos seus melhores postos no âmbito da máquina pública federal. A propósito, desde a nossa redemocratização, independente da troca de presidentes da República, o PMDB sempre tem se mantido na base de apoio de todos eles, ou mais precisamente, no centro do poder. Chegar ao poder e nele permanecer, sem carecer disputá-lo, já não é mais segredo para os peemedebistas, é sim, o seu grande trunfo. Seu ovo de Colombo.
Sendo a principal característica de um corrupto ser governista, pois todo corrupto, político ou não, foge da oposição como o diabo foge da cruz, neste particular o PMDB não pode reclamar das suspeições que recorrentemente lhes são dirigidas. De mais a mais, se entre suas mais importantes figuras poderemos destacar o trio de senadores a seguir: Renam Calheiros, Romero Jucá e o maioral de todos, José Sarney, como se duvidar da sua envergadura moral e dos patrióticos propósitos republicanos?
No ainda em curso troca-troca de assessores do governo da presidente Dilma Rousseff mais uma vez ficou provado o quanto de nocivo tem sido a participação dos peemedebistas em sua gestão, fato que também já havia se verificado no governo Lula, no governo FHC e em todos os demais que lhes antecederam. Nem mesmos nas indicações que tem feito para ocupar as elevadíssimas funções de ministro de Estado, o PMDB tem tido o mínimo de zelo.
Se três dos cinco ministros que a presidente Dilma Rousseff já se viu obrigada a pôr no olho da rua pertencem ao PMDB, e dois deles, o da Agricultura e o do Turismo, gravemente alvejado por procedentes denúncias de corrupção, pois se infundadas fossem eles jamais teriam sido demitidos, pois a força política do PMDB seria o suficiente para mantê-los em seus respectivos ministérios, outra conclusão não se pode tirar, a não ser que, ambos estiveram realmente atolados, até o gogó, nos escândalos dos quais foram acusados.
Corrupção à parte, a recente troca de ministros também se prestou para realçar outra gravíssima conseqüência do modelo através do qual eles são indicados. Para ser indicado ministro do turismo o sujeito não precisa estar capacitado para o exercício de suas funções, precisa sim, ser do PMDB, ser maranhense e de preferência afilhado do senador José Sarney, afinal de contas, nem o ministro que acabou de sair, Pedro Novais, e nem o que acabou de entrar, Gastão Vieira, além das belezas dos Lençóis Maranhenses, pouco ou quase nada sabem sobre a complexa, mas importantíssima indústria do turismo.
É uma pena que a presente onda de escândalos não tenha motivado a aprovação da tão esperada reforma político-partidária, senão o único, mas certamente aquele que seria o mais eficiente remédio para deter o alastramento da corrupção em nosso país. Desta feita e infelizmente, os futuros prefeitos e vereadores serão eleitos com base numa legislação eleitoral altamente permissiva, inclusive à corrupção.
Daí a pergunta que não pode calar e muito menos ficar sem resposta. A quem interessou a manutenção da nossa atual legislação político-eleitoral? Resposta óbvia: ao nosso Congresso Nacional, pois somente ele tinha poderes para reformá-la.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
Comentários
vendido, logo mais vc irá leva o pê na bunda dado pelos os irmão viana, ai então vc irá reclamar falar , etc.
que pouca vergonha, eu sei que vc não tem corgem de postar esse comentário. pelo menos vc star sabendo da opinião de um eleitopr revoltado.
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