Não vivenciei os primeiros dias do governo Tião Viana, mas pelas opiniões dos outros, as coisas caminham bem.
Constitui-se num baita equívoco sempre que projetamos o resultado de um governo baseado tão somente nas expectativas dos seus primeiros dias, afinal de contas, vários já foram os governantes que se revelaram verdadeiramente desastrosos, embora tenham iniciado suas gestões de forma absolutamente surpreendentes.
Estive ausente do Acre nos primeiros dias do governo Tião Viana, portanto, não sou testemunha ocular de suas primeiras ações. De mais a mais, não busquei tomar ciência de nada, absolutamente nada que dissesse respeito às coisas que aqui se processavam. Para ser mais preciso: controlei minha ansiedade e tirei o Acre de minha agenda. Aliás, este é o conselho que dou a todo aquele que queira tirar o máximo proveito de suas merecidas férias.
Assim sendo, a opinião que começo a formar acerca dos primeiros dias do governo Tião Viana resulta das opiniões de terceiros, e de terceiros que fazem parte das mais variadas correntes sociais e políticas do nosso Estado: da direita e da esquerda, de baixo e de cima, da situação e da oposição, e também dos que, politicamente, não são nem uma coisa e nem outra. Feito os devidos e necessários descontos, se instado a dar minha opinião, assim me posicionaria: bom começo.
Em não sendo um neófito quando o assunto é gestão pública, já que fora avalista por longos doze anos dos três últimos governos que lhes antecedera, pois todos eles pertenceram à FPA-Frente Popular do Acre, o governador Tião Viana deve estar plenamente consciente que o sucesso que ora experimenta não será o bastante para garantir, em toda a sua plenitude, o que dele se espera, mormente para quem, daqui há quatro anos, deverá se submeter a uma outra avaliação popular, porquanto é previsível que a idéia da sua própria reeleição faça parte de suas previsões.
De todo modo é sempre bom começar bem. E bem, é assim que o começo do seu governo está sendo amplamente avaliado. De suas primeiras ações nenhuma delas pareceu mais oportuna que a atenção que vem dando à região do Vale do Juruá, diga-se passagem, uma justa recompensa ao decisivo apoio eleitoral que dela recebeu. Como a gratidão é a síntese de todas as virtudes, ter transformado Cruzeiro do Sul, já no primeiro mês de sua gestão, no centro político-administrativo do Acre, foi uma demonstração de sua gratidão ao povo daquela região.
Seus cuidados com a saúde pública, sem dúvidas, será a marca registrada do seu governo. Mudar o que precisa ser mudado, manter o que precisa ser mantido e inovar onde precisa ser inovado, será a tônica de sua gestão. Tanto quanto governador e, sobretudo, como médico, no quesito “saúde pública” a gestão Tião Viana precisa ser eficiente e zelosa. Neste particular ele vem dando as mais sobejas demonstrações. “Humanizar a saúde pública no Acre”, expressão que cunhou ainda no curso de sua campanha, é um compromisso que já começou a ser resgatado. Uma demonstração inequívoca desta determinação e do seu inquestionável prestígio em Brasília foi o de já trazido ao Acre o recém empossado ministro da Saúde, Alexandre Padilha, privilégio até agora conferido a pouquíssimos governadores.
No sempre complicadíssimo ambiente político, todos os partidos e pessoas que participaram de sua campanha estão razoavelmente satisfeitos. Digo razoavelmente porque, atendê-los a contento, jamais seria possível, mormente para um governante que não aceitaria, por nenhuma hipótese, o inchamento da máquina pública em troca de apoio político. Sorte dele, e ponha sorte nisto, o governador Tião Viana não precisar atender, por não tê-los entre seus aliados, os nunca saciáveis peemedebistas.
Pelas informações que já disponho sobre o nascente governo Tião Viana, em relação ao teste dos “cem dias”, sua aprovação já pode ser dada como líquida e certa.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes