sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Por quem os cães ladram

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Diante do fato de que alguém precisa assumir o impopular ataque ao governo e ao presidente, para alvejar a candidatura governista, na opinião dos pensadores petistas e defensores do mensalão, surgiram duas frentes. A mais aberta e declarada é realizada pela imprensa mais tradicional, a que tem relações orgânicas com o grande empresariado brasileiro e com uma elite política que a ela é comercialmente afiliada. Na ânsia de conseguir, contra Dilma, o que não conseguiu em 2006 contra Lula, esta imprensa, segundo os intelectuais do mensalão, tomou para si a tarefa de tentar derrotar ambos. Para tanto, tem enveredado em um padrão autoritário que significa um retrocesso claro até se comparado a seu comportamento na época da ditadura. Naquela época, a ditadura era a justificativa de suas manchetes. Hoje, não. Se não fosse pela democracia e pela mídia regional e alternativa, a situação seria igual à vivida quando era mais fácil ter notícias fidedignas a partir da imprensa internacional do que pela grande imprensa brasileira.

O tratamento dado à participação do presidente Lula na cúpula nuclear em Washington, segundo a turma do mensalão, foi deselegante. Dois dos mais tradicionais jornais brasileiros (Estadão e Folha) deram manchetes idênticas ("Obama ignora Lula..."), numa prova não de telepatia, mas de antipatia. Um editorial ("O Globo", 14/4) chegou a dizer que "Lula isola Brasil na questão nuclear". Um desses articulistas a serviço do mal, do mensalão e de outras investidas contra os interesses do Brasil e do povo brasileiro, teve a coragem de afirmar: “Se contássemos apenas com esses jornais, teríamos que apelar a Reuters, ao Wall Street Journal, ao Financial Times ou à Foreign Policy para sabermos que a China mudou de posição por influência do Brasil e declarou oficialmente sua opção pelo diálogo com Teerã”.

No campo da política econômica, os defensores petistas afirmam que a batalha será igualmente ferrenha e desigual, apesar dos feitos extraordinários de Lula. Dizem ainda que o governo é, de fato, o primeiro na história do País a conseguir combinar crescimento econômico, estabilidade e redução das desigualdades. Segundo os lulistas, o Brasil conseguiu avançar em termos sociais em ritmo mais acelerado do que o alcançado pelo estado de bem-estar social europeu em seus anos dourados. Na maior cara de pau, os defensores petistas criticam as elites afirmam que os poderosos querem derrubar Lula. Eles sabem, mas tentam esconder que Lula foi eleito e reeleito porque é o homem de confiança dos mentores da nova ordem mundial que financia candidatos e depois estabelecem normas a serem seguidas pelos “vencedores” do pleito.  Os intelectuais e articulistas petistas declaram guerra aos meios de comunicação porque queriam que a imprensa nacional ficasse calada diante do mensalão e de outros escândalos registrados no (des) governo Lula.




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