Com o expressivo crescimento econômico e populacional de Rio Branco e dos cinco municípios próximos que há alguns na os eram vilas subordinadas à capita, as ruas da zona central estão cada vez mais abarrotadas de gente, veículos e problemas de toda a ordem, tornando a operação desse sistema mais difícil e complexo. Como a alternativa do metrô ainda é um sonho, a municipalidade está sendo obrigada a trabalhar com fatores já existentes para desafogar o sistema de transportes e viário da capital. Mesmo que novas vias expressas tenham sido criadas e medidas instituídas, como a proibição de estacionamento em vias movimentadas – além do guincho para quem estaciona em lugar proibido –, o trânsito não melhorou muito nos últimos anos. Pelo contrário, as medidas só serviram para amenizar o impacto do crescimento do número de veículos em circulação.
Quem paga o preço mais alto por este quadro é a própria população. A perda de tempo no trânsito e os transtornos pessoais causados por esse tipo de pressão diária, diante do aumento no período de circulação urbana, afetam a produtividade nas empresas e instituições de ensino, geram custos desnecessários, levando prejuízos aos cidadãos, municípios e Estado, como já foi comprovado.
Contudo, sem uma nova evolução qualitativa no sistema de transportes coletivos da capital, medidas como essas serão sempre paliativas, com efeito de curto prazo. Se a prefeitura quiser resultados efetivos na sua política de planejamento e orientação de trânsito, terá de impor, cada vez mais, restrições ao transporte individual. Este é o preço que se paga para se viver em grandes cidades ou em capitais.
Essa greve dos motoristas e cobradores de ônibus tem como objetivo melhores salários e condições de trabalho. A nova presidente dom Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Passageiros e Cargas (Sinttpac), Celina Costa começa bem, pois mostrou que não há mais peleguismo no sindicato e que os trabalhadores não têm medo de cara feia. A causa dos trabalhadores, afinal, eles querem melhores salários e condições de trabalho, mas a principal reivindicação é o fim do intervalo de duas horas entre jornada de trabalho. Eles preferem cumprir a carga horária direto para ganhar tempo e chegar mais cedo em casa. Tal medida também vai beneficiar a coletividade, uma vez os ônibus estarão nas ruas com mais freqüência.
Mas isso pode resultar em pagamento de horas extras e o Sindcol não quer nem ouvir falar nesse assunto. Na verdade, por trás de toda encenação, o Sindcol quer um novo aumento da tarifa.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes