Ex-deputado e empresário Narciso Mendes costuma afirmar que oposição se faz com três instrumentos básicos: música, bandeira e união. Infelizmente, os partidos de oposição não têm nenhum desses requisitos. A música de PMDB não é mesma do PSDB e tampouco a do DEM. Cito esses três partidos por serem os maiores entre as agremiações que pensam diferente do governo e da Frente Popular do Acre (FPA). O mesmo ocorre com as bandeiras. Aliás, se existe bandeiras ninguém sabe. União é uma palavra que não consta no dicionário de nenhum dos partidos que fazem oposição aos equívocos do governo. Evidente que para ganhar eleição e assumir o poder é preciso muito mais que isso. Tem que haver também organização, respeito coragem, determinação e coragem para mostrar a verdade. Enfim, para vencer eleição majoritária tem que mostrar erros e apontar soluções.
O que há na oposição é um festival de desorganização, desunião e interesses imediatistas. A maioria prefere botar em primeiro plano as vaidades pessoas. O deputado federal Flaviano Melo (PMDB-AC), que poderia ser o grande líder da oposição, afinal já foi prefeito e governador e, mais do que ninguém sabe a importância de se trabalhar unido na diversidade para poder chegar ou voltar a poder. Mas a exemplo dos demais lideres, Melo prefere apenas cuidar do PMDB e preparar um cenário propício à sua reeleição. No PSDB, Tião Bocalom faz mais ou menos o mesmo. Enquanto Flaviano o faz setentas planos para conseguir se reeleger, Bocalom usa seu prestígio pessoal como meio para viabilizar seu nome como candidato ao governo. Se Flaviano e Bocalom agem assim, os demais dirigentes dos partidos oposicionistas não poderiam fazer diferente.
A impressão que temos é de que a oposição – se é que podemos chamar isso de oposição – não quer voltar ao poder. Os números das três últimas eleições mostram, claramente, que a população quer mudança. No entanto, entre o certo e o duvidoso, prefere a primeira opção. Os governistas afirmam que aposição não tem projetos alternativos para o Acre. Alguns mais radicais, dizem que os partidos de oposição não têm credibilidade, pois passaram muito tempo no poder e pouco ou quase nada fizeram. Não é por aí. Projetos bem elaborados não resolvem problema de ninguém. Podemos citar como exemplo o denominada: “Para a vida melhorar”. O tempo passou e a vida não melhorou, aliás, melhorou sim, mas para um pequeno grupo. Quanto às obras, todos que passaram pelo governo fizeram alguma coisa. Uns mais e outros menos, mas todos fizeram. A FPA quer vencer o jogo com gols bonitos, mas a oposição fez tantas lambanças que nos leva a crer que quer fazer gol contra.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
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