A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário.
E para que criá-lo?
O PSD do Kassab, segundo ele próprio, não é de direita, nem de centro e nem de esquerda. Buscará apenas ser governista.
Um novo pacto federativo
A Constituição Federal promulgada em cinco de outubro de 1988, a chamada “Constituição Cidadã” foi uma conquista do povo brasileiro, pois consagrou direitos individuais e coletivos, mas também apresenta pontos negativos. Um deles refere-se aos municípios. As prefeituras têm muitas responsabilidades, muitas atribuições e a arrecadação não é compatível com a demanda. Os municípios foram obrigados a assumir inúmeras responsabilidades da União e dos estados. Enquanto que, de maneira contrária, a sua participação no bolo tributário diminuiu. O governo federal abocanha 60% dos recursos. Os estados ficam com 25% e a municipalidade com 15%. Essa disparidade tem causado uma série de problemas para os prefeitos que vivem praticamente com o pires na mão.
A dois passos do paraíso
A música “A dois passos do paraíso”, de Evandro Mequita, líder e vocalista da banda Blitz, nos faz pensar que o paraíso ou o inferno devem ser aqui. O paraíso é agora. E mais, o paraíso é diferente para cada um. No livro "O Poder do Agora", Eckart Tolle traz uma luz (nada simples) sobre a necessidade de darmos atenção ao agora. Ao momento presente. Diz ele que ficarmos presos ao passado nada nos acrescenta.
Por quem os cães ladram
Diante do fato de que alguém precisa assumir o impopular ataque ao governo e ao presidente, para alvejar a candidatura governista, na opinião dos pensadores petistas e defensores do mensalão, surgiram duas frentes. A mais aberta e declarada é realizada pela imprensa mais tradicional, a que tem relações orgânicas com o grande empresariado brasileiro e com uma elite política que a ela é comercialmente afiliada. Na ânsia de conseguir, contra Dilma, o que não conseguiu em 2006 contra Lula, esta imprensa, segundo os intelectuais do mensalão, tomou para si a tarefa de tentar derrotar ambos. Para tanto, tem enveredado em um padrão autoritário que significa um retrocesso claro até se comparado a seu comportamento na época da ditadura. Naquela época, a ditadura era a justificativa de suas manchetes. Hoje, não. Se não fosse pela democracia e pela mídia regional e alternativa, a situação seria igual à vivida quando era mais fácil ter notícias fidedignas a partir da imprensa internacional do que pela grande imprensa brasileira.
O tratamento dado à participação do presidente Lula na cúpula nuclear em Washington, segundo a turma do mensalão, foi deselegante. Dois dos mais tradicionais jornais brasileiros (Estadão e Folha) deram manchetes idênticas ("Obama ignora Lula..."), numa prova não de telepatia, mas de antipatia. Um editorial ("O Globo", 14/4) chegou a dizer que "Lula isola Brasil na questão nuclear". Um desses articulistas a serviço do mal, do mensalão e de outras investidas contra os interesses do Brasil e do povo brasileiro, teve a coragem de afirmar: “Se contássemos apenas com esses jornais, teríamos que apelar a Reuters, ao Wall Street Journal, ao Financial Times ou à Foreign Policy para sabermos que a China mudou de posição por influência do Brasil e declarou oficialmente sua opção pelo diálogo com Teerã”.
No campo da política econômica, os defensores petistas afirmam que a batalha será igualmente ferrenha e desigual, apesar dos feitos extraordinários de Lula. Dizem ainda que o governo é, de fato, o primeiro na história do País a conseguir combinar crescimento econômico, estabilidade e redução das desigualdades. Segundo os lulistas, o Brasil conseguiu avançar em termos sociais em ritmo mais acelerado do que o alcançado pelo estado de bem-estar social europeu em seus anos dourados. Na maior cara de pau, os defensores petistas criticam as elites afirmam que os poderosos querem derrubar Lula. Eles sabem, mas tentam esconder que Lula foi eleito e reeleito porque é o homem de confiança dos mentores da nova ordem mundial que financia candidatos e depois estabelecem normas a serem seguidas pelos “vencedores” do pleito. Os intelectuais e articulistas petistas declaram guerra aos meios de comunicação porque queriam que a imprensa nacional ficasse calada diante do mensalão e de outros escândalos registrados no (des) governo Lula.
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