Nem mídia de mais, nem mídia de menos. O excesso de publicidade pode ser prejudicial, assim, como a falta de divulgação de atos importantes podem deixar no esquecimento, projetos que beneficiam diretamente a população, sem precisar de estruturas vistosas, passando apenas pelo lado social, que muitas vezes chega ser mais valorizado pelas classes menos favorecidas que construções de conveniência estética.
A exposição excessiva pode cansar a imagem, levando a população criar verdadeiro avesso, as criaturas midiáticas, que prezam apenas pelo sentido narcisista, olhando os problemas sociais pelo lado refletivo do espelho, sem enxergar o que existe atrás da face brilhosa e glamorosa do artefato que reflete apenas de um lado, tendo a outra face obscura e esquecida, da mesma forma que alguns setores da sociedade.
Pelo lado da face escura do espelho, se escondem os problemas das comunidades, que buscam de forma desesperada soluções para problemas de saúde, sofrendo em filas e no “empurra” de uma unidade de saúde para outra, percorrendo longas distâncias, muitas vezes sem recursos até mesmo para custear uma passagem de ônibus. Para estes cidadãos, o narcisismo não existe, a autoestima acabou e a confiança se exauriu.
As criaturas midiáticas esquecem que a população menos favorecida precisa de serviços básicos, que suas carências podem ser supridas com o mínimo de atenção do poder público, com uma fórmula velha e experimentada que é manter estruturas administrativas funcionais e a disposição, para resolver os problemas de quem verdadeiramente conduz os postulantes a cargos eletivos, com pomposos salários pagos pelos depauperados contribuintes.
No Acre, apesar de demonstrar amadurecimento político, o eleitor precisa dizer não, a certos procedimentos. Transparência é a palavra de ordem. Vamos cobrar dos governantes, os verdadeiros direitos do cidadão. O eleitor não fez acordo de retribuição com empresários, portanto, precisamos de serviços públicos de qualidade, de trabalho silencioso, mas eficaz, de menos mídia, mais ação. Não se reverte desgaste com novos erros.
Portanto, o momento é de reflexão, não só dos procedimentos políticos, mas da forma como se devem tratar as pessoas que votam. Quem elege merece respeito e, este respeito só poder ser devolvido ao povo, com serviços que reflitam na qualidade de vida, reforçando as áreas que foram pontos de estrangulamento, nas últimas administrações estaduais. É preciso esquecer o reflexo do espelho e o brilho dos holofotes, olhando para trás e enxergando os verdadeiros detentores do poder.
A discrição, com doses de mídia construtiva, pode fazer a diferença. O amadurecimento político, não se passa apenas pela publicidade. A população precisa de representantes que reconheçam os erros, com humildade e respeito, para possam voltar a merecer a confiança do voto, daqueles que realmente constroem a sociedade.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes