Há algumas semanas acompanho a greve dos profissionais da educação do Acre e da última vez me surpreendi com a resposta de uma professora. Foi na Assembléia Legislativa. A categoria e seus sindicatos cobravam dos legisladores intervenção nas negociações. Enquanto uma reunião acontecia, fui até a galeria em busca de Sonoras.
A primeira sonora: uma professora já exausta e exaltada, por que não, criticava o governo e gritava pedindo respeito dos negociadores para com os grevistas.
A segunda sonora: um profissional do apoio falava do impasse nas negociações a cada semana e da defasagem salarial.
A última sonora: uma professora, aparentando alguns anos de estrada, pausadamente respondeu: “Não sou a favor da greve, assim como muitos pais, alunos e o próprio governo, mas não tenho outra alternativa. Para que algo de bom aconteça, é preciso muitas vezes radicalizar e chamar a atenção”.
Não poderia ser melhor. Tanto que foi a Sonora da matéria. Detalhe, ao finalizar as poucas frases, a professora tremia tanto que a roupa acompanhava a reação do corpo.
Ser ou não a favor da greve nos faz dependendo do momento ficar “em cima do muro”, isso acontece quando encontramos o meio termo, discutimos os prós e contras. Quando concluímos que não há jeito pra coisa, entendemos que vezes é radicalizar parece se uma saída, como confirmou a professora.
Costumo dizer, onde quer que estejamos, seja no campo profissional, familiar ou social, que é preciso manifestar o que se pensa. Mesmo que não surta o efeito desejado, pelo menos, no ar fica gravado um ideal, um pensamento, uma meta. Quando não nos manifestamos, assinamos o atestado de contentamento ou fazemos valer o ditado: Quem cala consente.
Hoje, outro repórter foi escalado para cobrir a continuidade do movimento. Pelo que me disse, está longe para ter um final feliz, dependendo é claro, da ótica de quem olhar.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
foi tão facil o tião mudar o horario né, e ...
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