O Rio Branco

Hoje é 19 de Maio de 2019

Sai um pecuarista e entra um petista no Acreprevidência

Por Panorama Político

15 de Maio de 2019 às 09:38:54

Servidor público Francisco Assis, petista juramentado, teve seu  nome aprovado, por unanimidade, nesta terça-feira, no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) como presidente do Instituto de Previdência do Acre (Acreprevidência).

Francisco é funcionário da Força Aérea Brasileira e diretor do sistema financeiro desde a criação da instituição no Estado. Ele defende foco total da equipe econômica do atual governo para equacionar o déficit que mensalmente é de R$ 40 milhões.

A folha de pagamento de aposentados e pensionista é de  R$ 70 milhões, dos quais mais de R$ 40 milhões saem do tesouro acreano, uma vez que os recursos do fundo previdenciário são insuficientes para honrar a folha.

O ex-presidente do Acreprevidência, ex-deputado e pecuarista Alércio Dias,  nomeado pelo governador Gladson Cameli no início deste ano, sequer teve seu nome analisado pelos deputados. Seus adversários políticos requentaram café, o Ministério Público pegou corda e recomendou a não aprovação de seu nome, mas não houve nenhuma decisão judicial que o impedisse de exercer o cargo.

Suspensão

Vereador Eduardo Farias (PC do B) defendeu, nesta terça-feira, suspensão da sessão de quarta-feira parta que os vereadores possam participar do ato público em protesto ao corte de 30%  no orçamento das universidades e a Reforma da Previdência.

Reação

A proposta de Eduardo Farias foi duramente criticada pelo vereador Nogueira Lima (PSL). “Reitores estão sendo presos e estão plantando maconha nas universidades”, reagiu. Ele afirmou que não irá participar de nenhuma greve.

Incondicional

Nogueira Lima obteve incondicional apoio do vereador João Marcos (MDB).  “Eu apoio o governo em tudo, essa greve e partidária, não aceito, não concordo e não participo”, afirmou.

Pacificador

Para tentar resolver o impasse, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, vereador Railson Correia (Podemos) propôs que quem tiver interesse em ir a greve, pode ir, mas a sessão será realizada normalmente.

Consequências

Ao demitir o diretor-presidente do Imac, advogado André Hassém, ex-prefeito de Epitaciolândia, o governador Gladson Cameli acabou provocando confusão entre a deputada federal Vanda Milani e o deputado Neném Almeida, do mesmo partido.

Pedido endossado

Vários deputados endossaram pedido de de demissão de André Hassém apresentado ao governador Gladson Cameli (PPP). Quem liderou o baixo assinado foi o deputado Neném Almeida (SD).

Perseguição

A deputada Vanda Milani afirmou que não iria indicar outro nome para ocupar o cargo e que André estaria sendo vitima de perseguição politica por parte do deputado Neném Almeida, seu colega de partido.

Ou tudo ou nada

Vanda Milani disse ainda que se a demissão de André for mantida não indicará nenhum nome para ocupar a vaga do demitido e entregará os demais cargos no órgão e na Secretaria de Meio Ambiente.

 Novo partido
Ao que tudo indica, o deputado Neném Almeida vai ter que procurar uma novo partido. No solidariedade não há mais espaço para ele e a deputada federal Vanda Milani.
 
Caso parecido
O caso de Neném Almeida e Vanda Milani, no SD, é muito parecido ao do presidente regional do PSL, Pedro Valério e Tião Bocalom. A única diferença é que no SD ainda não houve registro de Boletim de Ocorrência.
 
Mais uma drama
Ao afirmar que iria demitir André Hassém da presidência do Imac, o governador Gladson Cameli (PP) ficou de boa com Neném Almeida e outros deputados do grupo, mas houve reação por parte da deputada Vanda Milani.
 
Revogação
Ao revogar a demissão de André Hassém, o governo acabou deixando os dois lados descontentes. Bem que os parlamentares poderiam poupar o governador e evitar conflitos internos.
 
# Em antevista às emissoras de rádio e TV, o presidente da Associação dos Ministros Evangélicos do Estado do Acre (Ameac), pastor Paulo Machado, da Igreja Assembleia de Deus, afirmou que uma corrente de oração foi feita após a Marcha pra Jesus, no sábado, 11, para por fim à maldição entranhada, nos último 20 anos, no Palácio Rio Branco, sede oficial do governo acreano. Segundo o pastor, houve uma sessão de descarrego do gabinete do governador Gladson Cameli.  Ao voltar dos  Estados Unidos, na caravana do presidente Jair Bolsonaro, o governador usará o gabinete oficial no Palácio Branco, já devidamente ungido.
 
PANORÂMICAS
 
# Professor Minoru Kinpara aprendeu rápido. Ele ainda não virou tucano de fato e de direito por dois motivos.

# O primeiro seria pelo fato de não ter certeza de que sua  candidatura à Prefeitura de Rio branco terá a bênção do governador Gladson Cameli.

# O outro é que ele ainda analisa os impactos de sua entrada no ninho tucano.

# Os aliados da Rede, segundo informações, esperam apenas Minoru oficializar sua entrada no PSDB para lançarem campanha contra ele.

# O último governador a usar o Palácio Rio Branco foi Orleir Cameli, mas ao fim do governo, ele mudou-se para a sede do extinto Banco do Estado do Acre (Banacre).

# A construção do palácio teve início em junho de 1929, mas foi concluía somente em 1948.

# Os governadores do Acre, desde os velhos tempos de Território Federal, usaram o palácio, menos os petistas.   

# Senadores Sérgio Petecão (PSD) e Marcio Bittar (MDB) não irão se meter na disputa pela Prefeitura de Rio Branco.

# Senadora Mailza Gomes (PP) vai cuidar da disputa em Senador Guiomard, onde ela tem base eleitoral.

# Resta saber se ala vai apoiar, ou não, a reeleição de Gilson da Funerária, seu colega de partido.

# Um bom dia ao presidente do Instituto Liberal do Acre (Ilac), doutor Valdir Perazzo, leitor assíduo desta coluna. 
 



Confira os Últimos Artigos


Compartilhar