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Governo e MDB vão sentar para fazerem o que deveriam ter feito no início

Governador Gladson Cameli (PP) tem razão quando cobra fidelidade do  MDB na Assembleia Legislativa, mas o partido, ao mesmo tempo, também tem motivos de sobra para se sentir excluído da gestão estadual. Ao compor sua equipe, o governador não conversou com os partidos que o apoiaram na vitoriosa campanha. Preferiu escolher dentro dos partidos os nomes de sua preferência. Em política essa tática não pode e nem deve ser usada. Outros governadores  fizeram isso e tiveram problemas. Claro que Gladson não seria exceção.   

Por isso, o governador e a executiva do MDB devem se reunir nos próximos dias para fazerem o que deveriam ter feito logo após a eleição, talvez antes mesmo da transição governamental que, na verdade, não aconteceu. A gestão anterior foi muito cordial, educada, atenciosa, mas passou ao novo governo apenas o que era conveniente.Tudo que começa errado, dificilmente acaba certo. Não acredito em racha, afinal, o governo precisa do MDB e o partido do governo. Os dois lados têm a chance de se afinarem.

Por não ter sido indicada pelo partido, a secretária de Planejamento e Gestão Administrativa, engenheira civil Maria Alice, com razões, se acha no direito de afirmar que sua nomeação foi uma escolha pessoal do governador. O mesmo corre com a secretária de empreendedorismo e Turismo, jornalista Eliane Sinhasique. Em outros cargos menos importantes como a presidência e as diretorias do Depasa, que foram indicados pelo senador Marcio Bittar, não há nenhum problema, uma vez que o senador continua afinadíssimo com o governador.

Excluídos I

Muitos emedebistas históricos continuam fora do governo, apesar de o partido ter duas secretarias e outros cargos estratégicos na gestão estadual. Contemplar esse pessoal não é fisiologismo, mas sim uma questão de reconhecimento.

Excluídos II

Até no PP, partido do governador há muitos excluídos. Vários dos progressistas esquecidos têm história no partido, afinidade com o projeto politico- administrativo e  poderiam ajudar o governo a resolver muitos problemas.

Fora do banquete

Mas é sempre bom lembrar que governo eleito de forma democrática tem algo a ver com as festanças. Normalmente, quem ajuda preparar a festa, não é convidado a participar do evento. O banquete é destinado aos convidados especiais.

Velha máxima

No Acre, sobretudo no cenário político-administrativo, o cidadão é reconhecido pelo mal que pode fazer ou representa, não pela competência ou outro tipo de merecimento. Temos bons exemplos disso no governo progressista. É o avesso da meritocracia.

Cria do governo

Deputado Roberto Duarte Junior (MDB é cria de um  governo montado sem levar em conta princípios básicos. Ele foi eleito pedindo voto para Gladson Cameli e os senadores Sérgio Petecão e Marcio Bittar, mas foi desrespeitado antes mesmo de tomar posse.

De aliado a alijado

Mesmo tendo sido um dos campeões de votos, Roberto Duarte foi alijado da mesa diretora da Aleac por alguém que era adversário do projeto vencedor. Quem comandou o processo eleitoral na Aleac foi Ney Amorim, um petista arrependido e derrotado na disputa pelo Senado.

Sacrifício do MDB

O PP tem o governo; o PSDB elegeu o vice e o MDB elegeu um senador. Para equilibrar o jogo, o MDB deveria indicar o presidente da Aleac ou o primeiro-secretário. No entanto, não foi isso que aconteceu. O governo queria que o MDB ficasse a bater pamas?

Não é problema

A pré-candidatura do deputado Roberto Duarte Junior  à Prefeitura de Rio Branco não pode e nem deve ser usada como motivo de discórdia. Se for assim, o PSDB não poderia lançar candidatura própria.  

Pela sua mão

Indiretamente, o governador tem dito que não abre mão de comandar o processo eleitoral do ano que vem. Tá certo, tem todo razão. Mas ao mesmo tempo, ele não define quem vai apoiar e permite que todos os partidos lancem momes.

Atitude

A nova presidente regional do PP, senadora Mailza Gomes afirmou que o partido vai lançar candidatura própria à Prefeitura de Rio Branco. Tá certa, se todos estão a lançar candidatos, o PP, que é o partido do governo não pode ser diferente.

# A  demissão do controlador-geral do Estado, advogado Oscar Abrantes, anunciada nesta quarta´feira, 9, não foi surpresa à ninguém. Na verdade, surpresa mesmo foi ele ter resistido tanto tempo, uma vez que não havia mais clima para o mesmo no governo e o próprio governador havia prometido demiti-lo ainda no primeiro semestre, quando mandou para o espaço  Grupo Permanente de Planeamento Estratégico, o tal GPPE. Filho de Carlos Abrantes, que ficou conhecido por ter integrado o governo Flaviano Melo, de março de 1987 a abril de 1990, Oscar é muito jovem, inteligente, mas acabou se empolando demais com o poder e queria controlar todo mundo. Por isso, perdeu o controle e o espaço. Não por acaso seu próprios amigos de equipe afirmam que ele vai muito tarde. O decreto de exoneração, publicado nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado (DOE), foi assinado pelo governador em exercício, Wherles Rocha (PSDB). O nome do novo controlador-geral deve ser anunciado nesta quinta-feira. Certamente, não será mais integrante da chamada “República do TCE”.

PANORÂMICAS

# Deputado Roberto Duarte (MDB) suspeita que o pedido de empréstimo de R$ 268 milhões encaminhada a Aleac no final da tarde terça-feira seja para a Empreiteira Murano.

# Segundo o deputado, a referida empresa  tem fornecido ao Estado do “alfinete ao foguete”.

# A sessão desta quarta-feira, 9, da Aleac começou com pedido de questão de ordem.

# O deputado Roberto Duarte (MDB) apresentou requerimento pedindo que seja fornecido o projeto de lei que altera as bases da Lei de Diretrizes  (LDO) aprovada no primeiro semestre deste ano.

# A nova proposta do governo é baseada com o “ajuste da LDO” levando em conta os projetos de leis que foram vetados pelo governador Gladson Cameli, mas que foram derrubados pelos deputados.

# Uma vez promulgados pelo presidente da Aleac, deputado Nicolau Junior (PP), no final do mês de setembro, os vetos tornam a LDO sem sentido.

# A Lei Orçamentária Anual (LOA)” encontra-se em tramitação nas comissões técnicas permanentes da Aleac.

# Boa parte da sessão desta quarta-eira, na Aleac, foi presidida pelo vice-presidente, deputado Jenilson Leite (PSB).

# O presidente da Casa, deputado Nicolau Junior saiu para atender o secretário-chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade.

# João Paulo Bittar, filho do senador Marcio Bittar, que era chefe de Departamento na Secretaria de Assistência Social, pediu exoneração.

# Ele agradece ao governador pela oportunidade, mas afirma que vai  apostar na iniciativa privada.

# Um bom dia à prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), que deu a achanada volta por cima e agora e tem 75% de aprovação.

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