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Novos partidos

Novos partidos

Brevemente sairá do forno um punhado de novos partidos.

                                                                         

         Já temos legalmente instituídos 32 partidos políticos e à espera de seus alvarás para entrarem em funcionamento outros 22 encontram-se enfileirados e esperando as decisões que por certo virão do TSE-Tribunal Superior Eleitoral. Desta feita, como nada vem sendo feito no sentido de conter a nossa fragmentação partidária, não tardará a ultrapassarmos a incrível marca de 50 partidos políticos com representantes no nosso Congresso Nacional e nas demais Casas legislativas. Tal proliferação também predomina nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras Municipais.    

         Fosse pela quantidade e não pela qualidade de seus partidos políticos que uma democracia se consolida e se fortalece, a nossa, particularmente, se encontraria em outro patamar, jamais submetida aos caprichos de estrutura partidária anárquica e permissiva a toda sorte de pilantragens.

         Se independente da natureza do regime, presidencialismo ou parlamentarismo, o governante necessita compor uma maioria em seu correspondente parlamento, caso contrário, não consegue aprovar as leis que viabilizem a sua própria gestão, como compô-la tendo que atender às exigências de dezenas de partidos políticos, e a maioria deles a exigir, como condição “sine qua non”, um naco de poder, e o mais grave ainda, para ser ocupado por pessoas, escolhidas a dedo, pelos seus respectivos donos? Das duas, uma: ou as aceitam ou não as compõem.

         Nos EUA, Inglaterra e Alemanha, só para ficar com a mais representativa trinca de democracias que melhor se prestariam como exemplo a ser seguido, nestes países, não mais que meia dúzia de partidos políticos se faz presente em seus parlamentos. Neles, portanto, suas maiorias parlamentares são compostas através de negociações programáticas, publicamente discutidas e aceitas, com a adesão de um, ou no máximo dois partidos políticos.

Cá entre nós, não há negociações, e sim, negociatas, afinal de contas,   apenas a partidarização da máquina pública, e sua tradicional moeda, o toma-lá-dá-cá, tem se mostrado capaz de atrair as indispensáveis adesões, afinal de contas, contando com representastes de 28 partidos, como vem ser o nosso caso, não há como se formar uma maioria na nossa Câmara dos Deputados sem a adesão de no mínimo, 15 partidos políticos.

         Neste particular, ou melhor, nesta jogatina, bastaria que analisássemos qual tem sido o comportamento do PMDB, decerto, entre todos os partidos políticos ora existentes, o que mais tem tirado proveito da tal partidarização enfim, com seus minguados 60 deputados federais, ainda assim, os peemedebistas ao sentarem-se à mesa, já vêm com a sua proposta devidamente envelopada: no mínimo seis ministérios e um monte de diretorias nas estatais.

         Seguindo as pegadas do PMDB os demais partidos, que de besta não têm nada, passam a exigir seus correspondentes nacos de poder. Aliás, vista pelo ângulo político-partidário, a Operação Lava Jato, o mensalão e tantos outro escândalos, o do anões do orçamentos e o da compra de votos que aprovou a emenda da reeleição, derivaram da nossa anárquica e corrupta estrutura partidária.  

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