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Chega de hipocrisia!

Por Artigo do Narciso

09 de Março de 2015 às 09:47:41

Chega de hipocrisia!

A reforma política que se impõe passa necessariamente pela qualificação dos nossos partidos, não pela quantidade.                                  

 

A degeneração do nosso sistema político-partidário-eleitoral, ou mais precisamente, o seu total apodrecimento, tem muito a ver com a dinheirama que alimenta os “caixas dois”, tanto dos partidos políticos quanto dos próprios candidatos, e muito pouco a ver, com o modelo de financiamento das campanhas eleitorais, presentemente, vigente em nossa legislação, até porque, não são as doações das pessoas físicas ou jurídicas que os candidatos recebem e contabilizam em suas prestações de contas apresentadas a nossa justiça eleitoral que alimentam a nossa corrupção. Volto a repetir: é sim a dinheirama que irriga os tais caixas dois.

         Portanto, antes de se discutir qual deva ser o tipo de financiamento a ser adotado nas nossas futuras campanhas eleitorais, urge, e em primeiríssimo lugar, que se ponha fim a nossa molecagem partidária, afinal de contas, não é séria uma democracia que abriga em suas principais Casas parlamentares, – Senado e Câmara dos Deputados – representantes de 28 partidos políticos distintos. Nas democracias robustas, como a dos EUA, Inglaterra e a Alemanha, este tipo de molecagem, nem pensar.

         Como em nosso país, infelizmente, ser dono de um partido político significa gerenciar um negócio altamente lucrativo, e sem riscos, e como para se criar um partido político dá menos trabalho do que para se criar uma micro-empresa, já chegamos à casa de 32 partidos políticos legalmente instituídos, e por incrível que possa parecer, mais outros 20 e tantos estão enfileirados esperando a hora e a vez para entrar no mercado partidário.

         Na impossibilidade de se aprovar a reforma política que pudéssemos  consider como pronta e acabada, que pelo ao menos, dessem conta de aprovar apenas três leis, todas amplamente esperadas pelos tantos quantos advogam o fim do mercantilismo partidário, para, aí assim, questões complexas e polêmicas, como vem ser o financiamento das campanhas, voto distrital, extensão de mandatos, voto facultativo, entre outros temas, encontrem um ambiente que possibilite que as demais questões sejam debatidas, e em sendo o caso, aprovadas. A seguir, as tais leis; 

         O1 – Ficam proibidas as coligações partidárias nas eleições parlamentares.

02 - O partido que não alcançar 5% dos votos nacionais não terá representação em nenhuma de nossas Casas Parlamentares.

         03 – O eleito que trocar de partido perde o mandato.

         Bastaria à aprovação destas leis, não precisamente com os enunciados acima, mas sim, com os mesmos propósitos, para excluirmos da nossa atividade político-partidária os chamados partidos de aluguel, até porque, a existência deles só tem prejudicado a saúde de nossa democracia. 



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