Colunistas

Simples assim

Em sendo o STF o guardião da nossa constituição, todos nós, e os seus ministros, em particular, teremos que cumpri-la.     

Os nossos poderes – o legislativo e o executivo - coincidentemente, os que emanam do povo, encontram-se bastante desacreditados e pouco ou nada vem sendo feito, no sentido de resgatar suas credibilidades, isto porque, o único ingrediente abundante no nosso ambiente político tem sido a busca pelo poder, e não as soluções dos nossos gravíssimos problemas, ainda que alguns deles estejam exigindo soluções urgentes e urgentíssimas. Reporto-me especialmente aos 13.000.000 de desempregados, aos 15.000.000 de subempregados e aos 5.000.000 de desalentados. A se destacar também, a precariedade dos nossos serviços públicos, e nos seus três níveis, afinal de contas, no nosso país, a nossa educação, saúde e segurança pública jamais estiveram tão precários.     

Enquanto isto, os nossos atuais governantes, em particular, o presidente Jair Bolsonaro, sequer apagaram as velinhas comemorativas ao primeiro aniversário de suas gestões, ainda assim, a sucessão presidencial de 2022 já começou, e a pleno vapor. A propósito, já estão em plenas campanhas eleitorais: Jair Bolsonaro, João Dória, Wilson Wilsel, Ciro Gomes, Luciano Huck e, por certo, um candidato petista. O ex-presidente Lula imagina que será ele, e será, caso consiga comprovar que a Operação Lava-Jato o condenou baseado em interesses políticos e não jurídicos. Resta saber como o nosso STF-Supremo Tribunal Federal irá definir.  

Do ex-juiz e, presentemente, Ministro da Justiça Sérgio Moro, sobre a sua recorrentemente especulada candidatura presidencial, o que podemos esperar? Se confirmadas as informação já tornadas públicas pelo site The Intercept e, adicionalmente, as contidas no explosivo livro do ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, testemunha e avalista das ações da Operação Lava-Jato, por longevos quatro anos, seu futuro será o pior possível, posto que, quando um juiz sentencia ouvindo somente uma das partes, ainda que a sentença seja justa, o juiz não o é.  

Como a Operação Lava-Jato contou a seu favor, com o apoio quase unânime da nossa grande imprensa, enquanto os seus investigados ficaram submetidos ao que se convencionou chamar de publicidade opressiva, e em capítulos, feito uma novela, restará ao nosso STF, com a sua indispensável imparcialidade e independência, de uma vez por todos, por fim no populismo judiciário de alguns dos seus ministros. 

Se a prisão de um acusado após julgamento em 2ª instância acontece em diversos países de mundo, com certeza, as suas constituições permitem. Cá entre nós, não. Para tanto basta observarmos o Artigo V inciso LVII da nossa constituição, e numa de suas cláusulas pétreas.

Diria mais: ainda pelo placar de 11x0, o STF não poderá modificar nenhum dos artigos que considerados como cláusulas pétreas. 

 

Artigos Publicados

Discriminação

Discriminação

Populismo

Não pode

Pornográfica