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Verdade seja dita

Outros interesses, além da defesa das nossas florestas determinaram a presente crise. 

Se já vínhamos enfrentando inúmeras crises, por inabilidade política e/ou incompetência da nossa diplomacia, em particular, do presidente Jair Bolsonaro, acabamos metidos numa outra crise de dimensão planetária. Reporto-me as queimadas das nossas florestas, diga-se de passagem, uma questão que desperta os mais diversos e difusos interesses.        

Do presidente Jair Bolsonaro reclame-se tudo, menos de ser incoerente, afinal de contas, nos seus 28 anos de atividade política, ele jamais buscou consensos. Sempre preferiu o confronto e o isolamento. Outra não foi a causa de nunca ter ascendido do baixo clero da Câmara dos Deputados.   

Dotado de tais características parecia impossível que alguém como ele conseguisse chegar aonde chegou. Daí a pergunta que se impõe: e como conseguiu? À luz da ciência política não há respostas. Porém dele podemos afirmar: sempre agiu como um lobo solitário. Já disse um dos nossos sábios pensadores, em se reportando a tais lobos: “às vezes precisamos percorrer um caminho, até então, solitário, para um dia encontrar a tão esperada recompensa”.

Ver bem não é ver tudo, e sim, ver o que os outros não vêem. Ao pressentir a elevada e crescente indignação popular contra o comportamento dos nossos políticos, e sendo ele, um ente à parte, ainda que despossuído das condições exigidas para se tornar um candidato competitivo, sobretudo, à presidente da nossa República, ainda assim, declarou-se candidato, e como se diz na gíria, passou a surfar nas ondas da referida indignação.  

A partir de então, Jair Bolsonaro fez-se porta-voz dos milhões de indignados e só falava o que eles queriam ouvir, e de candidato do tipo “azarão”, acabou se elegendo. Nada original, pois nas eleições de 1989, Fernando Collor já havia feito o mesmo.  

Como ganhar uma eleição é uma coisa e governar é outra completamente diferente, a exemplo do que aconteceu com o então presidente Fernando Collor, caminha para acontecer com o presidente Jair Bolsonaro, e certamente acontecerá, caso ele não consiga se superar. 

Em relação às queimadas das nossas florestas, o motivo que determinou a presidente crise, não apenas o presidente Jair Bolsonaro quanto os ministros - Ernesto Araujo e Ricardo Sales - respectivamente, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, ao invés de se comportarem como bombeiros, passaram a agir como incendiários. Portanto, o resultado não poderia ser outro, a não ser, este que estamos assistindo. 

Ao trio acima referido, lembro o que disse um sábio pensador: “Na vida o plantio é opcional, porém, a colheita é obrigatória. Por isso tome cuidado com o que você planta porque o que você plantar vai colher”. 

Por último: “quem semeia vento colhe tempestade.  

 

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