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Seletiva

Méritos à parte, a Operação Lava-Jato precisa provar que agia dentro da lei e com imparcialidade.  

É de autoria do imortal Machado de Assis a seguinte expressão: “a vaidade é um princípio de corrupção”. Portanto, não basta que haja malversação de  recursos públicos para que exista corrupção, até porque, tal praga se manifesta de diversas formas, sendo a vaidade uma delas. Vamos em frente;  
Por definição, a corrupção e o ato ou efeito de corromper alguém ou algo com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais, ilícitos e imorais. A propósito, a vaidade vem ser um dos nossos pecados capitais. 

Sendo o homem essencialmente um animal narcísico e, portanto, que se admira e precisa ser admirado, seu orgulho é uma qualidade e sua vaidade um defeito, isto porque, o orgulhoso tem brio próprio e ao vaidoso interessa só brilhar. A este respeito assim pronunciou Fernando Pessoa: “o homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta, por aquilo que é” Sempre que isto acontece, a vaidade encontra-se em ação.

Ao adquirir o máximo de prestígio e apoio popular, isto porque, a bandeira que empunhavam - o combate à corrupção - assim determina, de pronto, a Operação Lava-Jato e seus principais integrantes, a se destacar, o então juiz e hoje ministro da justiça, Sérgio Moro e o procurador da República, Deltan Dellagnol, ao que tudo vem nos fazendo crer, deixaram-se levar pela vaidade sem se preocuparem com a roda do tempo, até porque, como ela não pára, enquanto vai girando e o tempo ia passando, os fatos vão se moldando. 

A despeito do elevadíssimo prestígio que a Operação Lava-Jato havia adquirido, para além dos lulo-petistas, renomados juristas passaram a acusá-la de agir seletivamente, ou mais precisamente, com desabrida parcialidade, os maiores crimes que poderiam cometer, porque patrocinados por agentes e em nome do Estado.  

De repente, eis que surgem as informações do site The Intercept e põe a Operação Lava-jato e os vaidosos que a conduzia em apuros, a ponto de transformá-los em colecionadores de derrotas, e não mais de sucessivas vitórias, a exemplo do que aconteceu na Itália com a Operação Mãos Limpas. Lá a referida operação destroçou a sua economia e a sua estrutura partidária. Cá entre nós, parece ser o destino da Operação Lava-Jato. 

Das duas, uma: se com os poderes que detém o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não conseguir provar que foram manipuladas e, portanto falsas, as informações tronadas públicas pelo The Intercept, restará provado que a Operação Lava-Jato era composta de pessoas além de injustas, desumanas. 

Pior do que terem agido à margem da lei, de serem parciais e com nítidos interesses políticos/partidários, foram os comentários feitos pelos integrantes da Operação Lava-Jato, tendo como causa as mortes de D. Maria Letícia, esposa da do ex-presidente Lula, do seu irmão Vavá e do seu neto Arthur, uma criança com apenas sete anos de idade. 

O mínimo que podemos esperar do procurador Dalton Dallagnol, o mais midiático entre todos os integrantes da Operação Lava-Jato é que ele venha à público para dar as explicações que se fazem necessárias. 

E sabe-se lá o que outra operação, a Vaza Jato, ainda tem a revelar. 

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