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A refletir

A democracia é a pior forma de governo, salvo todas    as demais que tem sido experimentadas.

Quando o estadista Winston Churchill produziu a expressão que encabeça este artigo, ele apenas quis dizer que na ausência de uma forma ideal de governo, e em sendo a democracia a que melhor se adapta aos regimes que objetivam garantir a liberdade e a igualdade de oportunidades dos seus cidadãos, deveria ser a forma que deveríamos preservá-la.  

Ademais, a democracia se adapta aos regimes presidencialistas e parlamentaristas, e nos regimes parlamentaristas, aos republicanos e monárquicos. Daí ser a democracia o sistema de governo vigente na grande maioria dos países e aquele que melhor favorece a estabilidade política, econômica e social aos seus cidadãos.

 Mas para que isto aconteça as suas instituições, ou mais precisamente os seus poderes, precisam funcionar independentes e harmônicos e terem  legitimidade. Entre suas instituições, os partidos políticos deveriam ser fundamentalmente importante. Reporto-me aos partidos políticos propriamente ditos e não a esta bagunça com a qual estamos convivendo.

Se nas nossas Casas Parlamentares fazem-se presentes representantes de 30 partidos políticos diferentes, só e somente só, a base de negociatas, ou mais precisamente, da compra de votos, sendo mais claro ainda, da corrupção, os nossos governantes, e em particular, o nosso presidente conseguirá compor a maioria congressual que precisa para aprovar os seus projetos, ou até mesmo, para garantir o seu próprio mandato.

Num país tão carente de reformas constitucionais quanto é o nosso, seja pela nossa falência fiscal, seja pelo baixo desempenho da nossa economia, seja pelas péssimas qualidades dos nossos serviços públicos, e o mais grave, em razão da metade da nossa população que está vivenda abaixo da linha da pobreza, com a estrutura político-partidária que está aí, e tendente a piorar, jamais assistiremos as aprovações das reformas constitucionais que tanto necessitamos e com tanta urgência.

Enquanto isto, além do histórico desapreço do presidente Jair Bolsonaro aos partidos políticos, ele resolveu criar mais um partido político, e desta forma, potencializando a nossa já bastante bagunçada estrutura partidária e como conseqüência, piorando cada vez mais a qualidade da nossa democracia. Aos nossos políticos, só um assunto lhes interessa: as próximas eleições. Em relação as nossas próximas gerações, nada a ver!  

Se a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os demais, a nossa está caminhando e a passos largos para ser comparada com as existentes do nosso tradicionalmente atrasado continente latino-americano.

A Venezuela de Nicolás Maduro que se cuide. Do contrário, o deixaremos comendo poeira, posto que, cá entre nós, o AI-5 já vem sendo recorrentemente lembrado.  

 

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