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A ciência, o que é da ciência

  Ao politizarem a pandemia do coronavirus, as autoridades que assim procederam contribuíram com sua propagação.

No primeiro dia deste ano, a China deu ciência ao mundo que um vírus infectocontagioso, ainda não identificado, porém com características bastante agressivas, havia surgido no seu território, ou mais precisamente, em Wuhan, uma cidade com mais de 10.000.000 de habitantes, digamos assim, uma metrópole comparável a cidade de Nova York e São Paulo, esta por sua vez, a nossa maior metrópole e, consequentemente, candidata a se tornar num dos epicentros do coronavirus, em particular, no nosso país.  

A politização do referido vírus foi imediata. Nos EUA, o presidente Donald Trump comparou a doença derivada do coronavirus, a Covid-19, a uma gripe, e mais ainda, denominou-o de vírus-chinês, sugerindo tratar-se de uma arma biológica, contra a qual, dizia ele, os EUA estariam preparados para enfrentá-la.  
Os países europeus, por não terem se cuidado, e a tempo, logo a seguir, foram transformados nos principais hospedeiros do referido vírus, a se destacar, a Itália e a Espanha, e a partir destes, a França, a Alemanha e Inglaterra, entre outros. E o mais grave: nenhum deles encontrava-se com o seu sistema de saúde público à altura para enfrentá-lo.

Como o coranavirus, em princípio, trafegou por vias aéreas, ou seja, pelos turistas e homens de negócios, logicamente, a travessia do oceano atlântico não iria se constituir num obstáculo para que o coronavirus se instalasse no continente americano, e como previsível, instalou-se na cidade de Nova York, cujo tráfego aéreo com o continente europeu vem ser o mais denso mundo.

Presentemente, o boquirroto Donald Trump, não apenas já pagou como continua paga

ndo altíssimos preços por suas irresponsabilidades, até porque, e se é que assim podemos dizer, no trágico campeonato de mortes decorrentes do coronavirus, o seu país já não encontra com quem concorrer, a não ser que o nosso país venha superá-lo.

No Brasil, a luta contra o coronavirus começou errada e a cada dia que foi se passando mais erros foram sendo cometidos. Reporto-me, em primeiríssima mão, a inexistência de uma estratégia visando combatê-lo. Pior ainda: àquele que deveria comandar a luta, diria até, a guerra contra o coronavirus, o presidente Jair Bolsonaro, de pronto, se opôs a única arma que já havia se revelado, mundo afora, a mais eficiente, no caso, o isolamento social. Conclusão: se estamos a tratar de um vírus infectocontagioso, logicamente, deveria ser a ciência e não a politiquice, que deveria determinar quais devessem ser as ações que impediriam a sua contaminação, até porque, o coronarvirus não se prestará como eleitoral de ninguém. Na busca da sua reeleição, Donald .Trump, será testado.    


 

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