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Por quê?

.  Os enxadristas da Lava-Jato não estavam minimamente preparados para enfrentar o desafiante Glenn Gleenwald

         Ao empunhar a bandeira do combate a corrupção a Operação Lava-Jato viria adquirir o apoio popular que acabou conquistando. Neste particular, nenhuma surpresa, afinal de contas, no nosso e em qualquer outro país, além de ser um imperativo de ordem moral, o combate a corrupção, invariavelmente, atrair multidões. Contudo, quando o combate à corrupção presta-se apenas como bandeira, seus resultados são sempre desastrosos. Na Itália, por exemplo, a Operação Mãos Limpas, na qual a nossa Operação Lava-Jato se inspirou, determinou a chegada de Sílvio Berlusconi ao poder. Cá, entre nós, outra não foi à bandeira empunhada pelos ex-presidentes - Jânio Quadros, o homem da vassoura, e Fernando Collor, o caçador de marajás.    

         Fora de determinados limites, ou mais precisamente, em desacordo  com as leis do nosso e de qualquer outro pais, toda sorte de arbitrariedades poderá acontecer. Nos regimes autoritários, esta é a bandeira mais utilizada pelos poderosos para perseguir seus adversários.     

.        Não é demais lembrar que a Operação Lava-Jato, desde a sua origem, vem sendo acusada de agir politicamente, se não a favor deste ou daquele partido ou candidatos, certamente contra o PT e o ex-presidente Lula. Esta é a mais grave acusação que pesa contra os integrantes da chamada República de Coritiba.    

         Que os enxadristas da Operação Lava-Jato aplicaram xeques-mates em todos com os quais havia competido e que se imaginavam imbatíveis, não há o que se discutir. Entretanto, este foi o seu maior erro. Tanto foi que ora se encontram seriamente ameaçados de levar um xeque-mate.  

         Segundo tem afirmado e reafirmado o grande mestre Glenn Greenwald, este sim, um enxadrista de mancheias e mundialmente afamado, se o que já foi tornado público não foi o bastante para derrotá-los, o que ainda encontra-se guardado na sua caixa de Pandora, e que será revelado, será mais que suficiente levá-los a abandarem o tabuleiro. 

         Daí a pergunta que não pode calar: por que o hoje ministro da justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dellagnol não comparecem aos debates que trata da disputa “Lava-Jato/Vaza-Jato”, enquanto o jornalista Glenn Greenwaud comparece a todos, e se diz pronto e preparado para o que der e vier?

         Ao fugirem das batalhas, quando as narrativas poderiam livrá-los de um xeque-mate, por que o ministro da Justiça, Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, principais estrelas do lavajatismo, não reagem?                

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