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A sorte combate sempre do lado do prudente.

Eurípedes.

 

Pelo seu jeito de ser e agir, a eleição do presidente Jair Bolsonaro foi o que poderíamos chamar de um acontecimento fora de série, de um ponto fora da curva ou indo-se mais longe, que o impossível poderá acontecer, afinal de contas, o seu legado em nada poderia ajudá-la, a não ser que, e tudo nos faz crer que sim, que ele tenha acreditado que seria quebrando experiências bem sucedidas e todas as lógicas, que conseguiria chegar aonde chegou.

Enquanto militar, um ambiente em que a hierarquia e a disciplina são absolutamente indispensável e regiamente obedecidas, embora tenha cursado e se formado na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1977, em razão do seu comportamento, diga-se de passagem, incompatível com a vida militar, em 1988, foi mandado para reserva no posto de capitão.

Da sua curta permanência na vida militar, o que para muitos parecia ter sido um desastre, eis que o ex-capitão Jair Bolsonaro entra na vida política e logo a seguir se elege vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo como capital eleitoral a defesa que havia feito em favor dos militares, em particular, contra os seus baixos salários.

De lá para cá, portanto, ao longo dos último 30 anos, a despeito de ter se elegido por sete mandatos consecutivos para a Câmara dos Deputados, o seu desempenho foi tão precário que nunca ascendeu do chamado baixo clero, como assim é costumeiramente chamado o conjunto dos deputados federais de pouca ou nenhuma representatividade.  

Se entre os seus pares o deputado federal Jair Bolsonaro nunca foi levado a sério, menos ainda, no cardinalato da nossa atividade política, ainda assim, uma considerável parcela dos nossos eleitores, em particular, do Estado do Rio de Janeiro possibilitou que diversos membros da sua família tomassem assentos em diversas Casas parlamentares, a ponto do seu filho, Eduardo Bolsonaro, ter conseguido se eleger deputado federal pelo Estado de São Paulo. Para tanto bastou o sobrenome Bolsonaro.

Foi fazendo tudo errado que o presidente Jair Bolsonaro, contrariando a tudo e a todos, diria até, a si próprio, chegou onde se encontra. Entretanto, se com o seu controverso passado ele conseguiu chegar aonde chegou, caso ele não consiga se superar, o seu governo será o pior de toda a nossa história republicana, isto porque, ninguém conseguirá governar um país envolvido em várias crises, a exemplo do nosso, sem estabelecer consensos, coisa que o nosso imprudente presidente nunca estive disposto a patrocinar.

 

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