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Tudo a ver com 2022

Sérgio Moro é candidato à presidência da República. nas eleições de 2022. Disto ninguém pode duvidar.  

Como o presidente Jair Bolsonaro pretende criar um partido político para dizer que é dele, e certamente o criará, se o Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro não tivesse a pretensão de se candidatar à presidência da República nas eleições de 2022, de pronto, se ofereceria a por o seu jamegão numa ficha de filiação ao tal “Aliança pelo Brasil”. Este seria o teste de fidelidade que o presidente Jair Bolsonaro esperava daquele que imaginava que viesse ser, ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, seus dois super-ministros.

Como não, a fritura da hipotética candidatura Sérgio Moro continua e os constrangimentos também, até porque, nada poderia ter sido mais constrangedor para o próprio Ministro Sérgio Moro que não ter sido convidado a participar de uma reunião, na qual se faziam presentes o presidente Jair Bolsonaro e a maioria dos secretários de seguranças dos Estados, tendo como pauta a divisão do seu próprio ministério. Ou seja, a segurança pública ficaria na alçada de outro ministério, a exemplo do que havia acontecido no governo do então presidente Michel Temer.   

Não foi a primeira vez, e nem será à última, que o presidente Jair Bolsonoro tem feito ouvidos moucos ao ministro Sérgio Moro e aos tantos quantos que já sinalizaram que disputarão as eleições à presidência da República, em 2022, diga-se de passagem, uma irresponsabilidade política, porquanto nos encontramos bastantes distantes da referida disputa. 

Além do ministro Sérgio Moro, três outros pré-candidatos, igualmente apressadinhos: João Dória, Wilson Witzel e Luciano Huck já se tornaram alvos da metralhadora verborrágica do presidente Jair Bolsonaro. Isto é um acinte para os milhões de brasileiros que se encontram desempregados. Daí advém à crescente aversão da nossa sociedade em relação a nossa classe política.

Se a política é a arte de engolir sapos, ninguém mais que o Ministro Sérgio Moro tão bem aprendeu digeri-los. Para tanto, bastaria que avaliássemos no que resultou o seu projeto anticrime. Reporto-me, em particular, o não veto do presidente Jair Bolsonaro, a criação do juiz de garantias, o mais indigesto entre todos os sapos que o ministro Sérgio Moro, muito a contragosto, já teve que engolir. 

Até a sua saída do governo Jair Bolsonaro, sabe-se lá até quando, seja a pedido ou não, demitido ou não, o Ministro Sérgio Moro não tem perdido tempo em capitalizar-se politicamente.

        De certo uma coisa: ao desincumbir-se do governo, Sérgio Moro lançará a sua candidatura à presidência da República e se tornará no mais indigesto sapo para as            pretensões políticas do presidente Jair Bolsonaro.

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