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Estilo Bolsonaro

A satisfação 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao se reportar a demissão do economista Joaquim Levy da presidência do BNDES, assim se pronunciou: “foi uma pena o Brasil ter perdido um nome como o dele. Uma covardia sem limites”. Nada surpreendente, afinal de contas, o relacionamento entre o presidente Jair Bolsonaro e o próprio Rodrigo Maia sempre se deu aos trancos e barrancos, ou numa linguagem mais compreensível, entre tapas e beijos. 

  Não pela demissão em si, e sim, pela forma incomum e vexame inosa como o presidente Jair Bolsonoro escolheu para defenestrá-lo. Daí as perguntas que se impõem: 01 – qual o poder de mando do czar da nossa economia, ou como se queira, do dono do Posto Ipiranga, a quem, o ainda candidato Jair Bolsonaro havia prometido que entregaria todas as chaves dos seus cofres? 02 - Quem mais irá por fé na sua revolucionária gestão frente ao nosso Ministério da Economia, se até mesmo os seus mais importantes assessores, a depender do mau humor do presidente Jair Bolsonaro, poderão ser demitido a qualquer hora?   

O “estou até aqui” ao tempo em que colocava suas mãos a altura do seu próprio nariz, o presidente Jair Bolsonaro quis dizer que com a demissão do economista Joaquim Levy, conseguiria baixar o nível das águas que ameaçava, a si e ao seu governo, de um eminente e fatal afogamento. 

A tal caixa-preta do BNDES que o presidente Jair Bolsonaro insiste em arrombá-la, jamais deveria se constituir numa prioridade do seu governo, até porque, não foram os empréstimos concedidos a Cuba e a Venezuela que determinaram a crise fiscal que ora enfrentamos, diga-se passagem, a mais grave de toda a nossa história, até porque, se compararmos o montante dos tais empréstimos, com os frequentes e sistemáticos déficits da nossa previdência social, facilmente concluiríamos que os referidos empréstimos muito pouco contribuíram com os rombos das nossas finanças públicas. 

Se governar é escolher prioridades, como opção, vá lá, que o presidente Jair Bolsonaro insista em arrombar a caixa-preta do BNDES, em revogar as tomados de três pinos e armar a nossa população, conquanto que, as nossas prioridades não cedam lugar seja 

 

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