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Vida sim, morte não

 Cuidar da nossa economia é importantíssimo, mas cuidar  da vida da nossa população há que vir em primeiríssimo lugar.

          Não votei no hoje presidente Jair Bolsonaro e avalio o seu governo, sempre que sou consultado, com um elevadíssimo percentual de ruim e péssimo, ainda assim, sou contra as insinuações sobre o seu impeachment, afinal de contas, este é o preço que temos a pagar quando somos chamados a escolher os nossos representantes políticos, em particular, o presidente da nossa República e fazemos más escolhas.

.        Diga-se mais: independente do seu desempenho, dada a natureza do nosso regime, o presidencialista, os eleitos, e em todos os níveis, disporão de um mandato com prazo fixo e determinado, no caso em tela, de quatro anos. Daí minha aversão ao referido regime e a minha admiração ao regime parlamentarista, posto que, neste regime, os eleitos para exercer a função de chefe de governo, ao se revelarem incompetentes, poderão ser afastados do poder sem maiores delongas. Para tanto basta que o seu poder legislativo correspondente lhes aplique um voto de desconfiança. É tiro e queda.  

         No regime presidencialista a interrupção de um mandato presidencial demanda muito tempo e enquanto perdurar o processo que determinará o seu afastamento do poder, o país fica praticamente parado, quando não, andando para trás. Lembremos os processos que determinaram os impeachments dos então presidentes: Fernando Collor e Dilma Rousseff.

         Se vivêssemos sob a égide do regime parlamentarista, aí sim, pela sua incapacidade, e em sendo o próprio presidente Jair Bolsonaro uma fábrica de crises, como assim se reportou o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já há bastante tempo, no que dependesse de mim e, certamente, da maioria da nossa população, ele já estaria fora do poder.

         Lamentavelmente, a eleição que possibilitou a eleição do presidente Jair Bolsonaro se deu de forma absolutamente atípica e, certamente, como conseqüência da nossa desastrada estrutura partidária e, também, da nossa ainda mais desastrada legislação político, partidária e eleitoral.

.        A provar que sim, a disputa em segundo turno da eleição presidencial próxima passada, se dera entre duas anti-candidaturas, a do próprio Jair Bolsonaro e a do petista Fernando Haddad. Por que não duas candidaturas? Porque a grande maioria dos eleitores que votou em Jair Bolsonaro, assim procedeu a fim de evitar a volta do PT ao governo e vice-versa. Eu, particularmente, votei em Fernando Haddad, porque antevi o que ora estamos assistindo.

         Não me causa a menor surpresa ao assistir o desempenho do presidente Jair Bolsonaro frente à crise provocada pela Covid-19, a mais grave de toda a nossa história e, portanto, a exigir a presença de um estadista no comando do nosso país, posto que, é a vida da nossa população que está sob ameaça.   

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