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Estilo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro não soube se superar.

Ao longo de 28 anos, enquanto deputado federal, Jair Bolsonaro expôs o seu estilo: politicamente inadequado, e não raramente, condenável. Defendia o indefensável e brigava com quem nunca deveria brigar.  A propósito, em 2016 ao disputar a presidência da Câmara dos Deputados, só conseguiu angariar quatro míseros votos num colegiado composto por 513 deputados federais. Ainda assim, em 2018, dois anos após, elege-se presidente da República, individualmente, o mais alto posto da nossa hierarquia política. 

Portanto, até que tomemos ciência das causas que o conduziu a tão elevadíssimo posto, outra não deverá ser a pauta dos nossos cientistas e historiadores políticos, pois não basta se alegar que a sua vitória decorreu de uma onda anti-petista, tampouco que decorrera da demonização da nossa classe política, isto porque, ele próprio era dos seus mais velhos integrantes.

Que a eleição do presidente Jair Bolsonaro resultou dos nossos erros, como bem disse o deputado federal e atual presidente Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não há o que se discutir. Mas que erros foram esses? Até porque, se não identificados, combatidos e evitados, a exemplo do que aconteceu nas eleições de 1989 e 2018, das quais resultaram as eleições de Fernando Collor e Jair Bolsonaro continuaremos expostos aos mesmos riscos. Bem disse Miguel de Cervantes: elimine a causa e o efeito cessa.

Ao se eleger a margem do nosso sistema político, o presidente Jair Bolsonaro não se dispôs a montar sua base de sustentação política, como se ele fosse capaz de nos governar independente dos demais poderes. Resultado: as crises que herdara foram se aprofundando e novas crises foram surgindo, algumas delas derivadas do seu próprio estilo, com o seu DNA.

De crises em crises, veio à maior delas. Reporto-me a sua inabilidade de lidar com os demais países, ou mais precisamente, com seus respectivos chefes de Estado. Vide sua intromissão nas eleições argentinas e, em particular, sua torcida pela reeleição do atual presidente dos EUA, Donald Trump. Se entre países não existem amizades, e sim interesses, nada mais desaconselhável.

Se o que está ruim ainda pode piorar, eis que o mundo inteiro se volta contra o presidente Jair Bolsonaro, e com graves conseqüências para o nosso país. Motivo: seu desleixo com as nossas causas ambientais, em particular, com as nossas florestas da nossa Amazônia, esta por sua vez, uma causa que desperta o interesse do mundo inteiro.

Se inábil para tratar de tão delicada questão, some-se a inabilidade do presidente Jair Bolsonaro a do seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, este por sua vez, ao invés de bombeiro, um verdadeiro incendiário

 

 

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