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Remédio ou veneno?

Nas frágeis democracias, ao invés remédios, até  as suas eleições transforma-se em veneno.

O presidente Jair Bolsonaro comemorou os seus primeiros 200 dias de governo dando-nos a entender que disputará sua própria reeleição. João Dória e Ciro Gomes já estão em plenas e frenéticas campanhas eleitorais, isto porque, são candidatíssimos nas próximas eleições presidenciais. Com Lula ou sem Lula o PT também embarcará no mesmo trem. Marina Silva e muito provavelmente Luciano Huck, também serão passageiros do mesmo trem.    

Como a nossa bagunçada estrutura partidária possibilita que tenhamos uma quantidade indeterminada de presidenciáveis, sabe-se lá quantos passageiros tomarão assento no referido trem.

Neste particular a eleição do presidente Fernando Collor, bem antes da do presidente Jair Bolsonaro, já nos havia demonstrado que numa disputa eleitoral quando os partidos políticos encontram-se desmoralizados, a eleição de um outside, ou seja, de alguém sem nenhuma experiência política é sempre uma alternativa a ser considerada, ainda que de altíssimos de altíssimos riscos, até porque, sem apoio partidário, quando o eleito não for capaz de compor uma base se sustentação congressual, acontece o que aconteceu com o então presiden0te Fernando Collor e com a então presidente Dilma Roussff, a exemplificar, seus respectivos impeachments.

Se a nossa próxima disputa presidencial já teve início, não deve nos causar nenhuma surpresa que a nossa próxima campanha, a dos nossos prefeitos e vereadores, sobretudo, nos nossos maiores colégios eleitorais já tenha começado e já esteja provocando sérias, porém bem-vindas conseqüências, isto porque, com o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais o partido que pretender eleger vereadores e prefeitos, não mais poderá contar com as nocivas alianças partidárias.

A disputa pela prefeitura da cidade de São Paulo, por ser o maior colégio eleitoral do nosso país, por certo, será a mais cobiçada, até porque, se o atual prefeito, Bruno Covas, não conseguir se reeleger, para o presidenciável João Doria, será um desastre de gravíssimas conseqüências.

Como não poderia deixar de ser, o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, também entrará na disputa pela prefeitura da cidade de São Paulo, embora, intestinamente, a escolha do nome daquele ou daquela que entrará na disputa não se dará de forma pacífica.

Aqui no Acre, as disputas pelas nossas prefeituras, particularmente, em Rio Branco, Cruzeiro de Sul e Sena Madureira, serão do tipo: olho por olho e dente por dentro, pois delas resultarão mais cegos e banguelas que vitoriosos.

Partidos políticos é como remédio: se ministrado em dozes cavalares vira veneno, sobretudo, quando o calendário eleitoral determina a realização de suas eleições.

Não é demais lembrar que a nossa ALEAC é composta por 24 deputados estaduais derivados de 17 partidos políticos distintos.

 

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