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O novo normal

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim.

O pós coronavirus, há que ficar como um marco para a história da nossa humanidade, sobretudo, para as nossas superpotências, afinal de contas, os trilhões e trilhões de dólares que já foram torrados e tantos  outros trilhões que projetavam torrar para ampliar os seus poderes, foram insuficiente para deter um invasor bastante perigoso e letal. Reporto-me ao coronavirus, em sua mais nova mutação. E por que em sua nova mutação? Porque o coranavirus já era conhecido desde o ano de 1937.

Por mais irônico que possa parecer, embora tenha surgido na China, com quem se encontra disputando a hegemonia do mundo, o coronavirus acabou se instalando nos EUA e o transformaram no epicentro mundial da Covid19, seja em número de contaminados e de mortes. Pior ainda: os EUA sequer dispunham dos equipamentos médicos-hospitalares para acudir os seus próprios compatriotas, e para obtê-los, tiveram que se render a própria China.
Sejam na construção dos seus aparatos de guerra e/ou na conquista do espaço sideral, quantos trilhões de dólares as grandes potências já torraram ao longo dos últimos dos séculos? Certamente, muitos trilhões.

Enquanto isto, uma parte considerável da população mundial sequer consegue se alimentar diariamente com a quantidade mínima de calorias recomendadas pela própria OMS-Organização Mundial da Saúde. Na África subsaariana e em parte do nosso continente latino americano, diariamente, a fome e as endemias continuam matando mais humanas que em seus sistemáticos conflitos.  

Que a pandemia do coronavirus faça surgir um novo normal é o mínimo que haveremos de esperar. E que novo normal será este? Será àquele em que prevaleça a solidariedade entre os povos, a começar pelo respeito as suas vidas humanas. Neste particular, o coronavirus nos deixa a seguinte lição: a Covid-19 não respeitam raças, crenças, padrões sociais e nem fronteiras.

No nosso país, infelizmente, o coronavirus já nos colocou nas duas mais trágicas e incômodas condições: em todo o mundo já somos o segundo lugar, em números de contaminados e de mortes derivadas da Covid-19. E o pior: enquanto não dispusermos de uma estratégia, política e cientificamente bem conduzida, milhares de brasileiros ainda perderão as suas vidas por causa da Covid-10.   

Como não existe nem remédios e nem vacinas contra a Covid-19, resta-nos tão somente apelarmos para o isolamento social, como forma de deter a elevação da curva de contaminados e de mortes. Até que venha a vacina, o nosso novo normal chama-se: isolamento social.


 

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