Colunistas

Fim esperado


.                                       Numa luta do tipo “olho por olho e dente por dente” só restarão cegos e banguelas. 

Raramente vamos encontrar, em qualquer um dos nossos partidos políticos, detentores de mandatos ou não, alguém que nos inspire a mínima confiança, menos ainda, com capacidade de nos conduzir na dificílima travessia à que estamos expostos, e isto porque, no troca-troca de acusações, salvo honrosas exceções, praticamente todos se encontram desmoralizados, a ponto de, a nossa atividade política ser comparada as tais organizações criminosas. 

Sem se darem conta, ou quem sabe até, de caso pensado, as brigas pelo poder, isoladamente, resultou na causa determinante da aparente falência dos nossos partidos políticos, entre eles: PSDB, PT e PMDB, de cujos quadros emergiram praticamente todos os nossos presidentes, nos últimos 30 anos.

 Com base na disputa eleitoral próxima passada, os partidos acima  referidos foram duramente massacrados e tiveram que assistir a eleição do presidente Jair Bolsonaro, um azarão, filiado ao PSL, um partideco, até então, sem nenhuma expressão. Nada mais parecido com o que havia acontecido nas eleições de 1989, na qual Fernando Collor de Melo sagrou-se presidente da República. 

A “grand finale”, ou mais precisamente, a disputa em segundo turno entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro não poderia ter sido mais atípica, posto que, não dispúnhamos de duas candidaturas, e sim, de dois anti-candidatos, e nestas condições, àquele que representasse o mal menor acabaria favorecido, e o mal maior, e a olhos nus, era o PT, e como conseqüência, o seu candidato, Fernando Haddad.  

Infelizmente, ao invés de desarmar o seu espírito, tradicionalmente insultuoso, o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e alguns assessores que o cerca e o influencia, a se destacar, o seu guru Olavo de Carvalho, decidiu inflamar ainda mais o nosso ambiente político, este por sua vez, já bastante conflagrado. Bem diz o ditado popular: “quem planta ventos colhe tempestades”. 

Das duas, uma: ou o presidente Jair Bolsonaro muda o seu comportamento ou as nossas crises continuarão se aprofundando, e como derradeira alternativa, a fim de se evitar o caos que se evidencia, só restará ao presidente Jair Bolsonaro, feito bombeiro, começar a  apagar os incêndios que ameaçam o seu governo.    

 

 

 

 

 

 

Artigos Publicados

Infalível

Preocupante

Vá em frente

Tomara!

Da fama à lama