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Isolamento social

                            Nenhum país do mundo dispunha de um sistema de saúde pública em condições de enfrentar o coronavirus.

         Detentora do melhor sistema de saúde pública do mundo, ainda assim, a Inglaterra teve que se render a realidade e a aderir ao isolamento social como forma de conter a propagação do coronavirus, isto porque, o seu sistema de saúde pública já caminhava para entrar colapso. Até o seu primeiro-ministro, Boris Johnson, que em princípio havia subestimado a sua gravidade, tornou-se vítima da Covid-19.

Em princípio, outros chefes de Estados, a se destacar, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegaram a comparar a Covid-19 a uma gripe, e ao assistir o seu país transformado no epicentro mundial do corovanirus, seja em número de contaminados e de mortes e, conseqüentemente, teve que admitir o isolamento social como a mais eficiente forma de conter a sua contaminação.

Infelizmente, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro continua contrário ao isolamento social, ou mais precisamente, a ciência, e a passos largos, caminhamos para assistir o nosso país ser transformado no epicentro mundial da Covid-19, até porque, a nossa frente, em número de mortes, só existe dois países: os EUA e a Inglaterra.

Bastaria à troca de dois ocupantes do cargo de ministro da saúde, no curto espaço de 28 dias, para revelar o péssimo encaminhamento que vem sendo dispensado ao combate ao coronavirus, e o pior: ambos foram demitidos por não concordarem com as convicções do presidente Jair Bolsonaro. Diria mais: àquele que vier substituir o recém demitido, o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, só se manterá no cargo se vier disposto a obedecê-lo. Do contrário, será demitido. 

Se governar é escolher prioridade, como bem disse o ex-presidente dos EUA, Jonh Kenedy, neste particular, o presidente Jair Bolsonaro vinha sendo aplaudido por ter dado carta branca ao seu ministro da Economia, Paulo Guedes, quando este priorizou o equilíbrio fiscal das nossas contas públicas. Até então, nada em contrário.

O erro de ambos foi não ter admitido a mudança da realidade e a conseqüente e imperiosa necessidade de se eleger o combate o cononavirus como a única e isolada prioridade, isto porque, prejuízos econômicos poderão ser recuperados, e vidas humanas, jamais. 

Lamentavelmente, em sendo a maior autoridade política do nosso país, ainda que esteja absolutamente errado, como errado tem sido o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, àqueles que o tem na conta de um mito, não apenas continuaram condenando o isolamento social como seriam capazes de se medicarem com a cloroquina, caso viessem a se contaminar pelo coronavirus. 


 
 

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