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A ver!

A Operação Lava-Jato, após haver conquistado o mais amplo  apoio popular, jamais imaginou que alguém ousaria contestá-la.

         Pouquíssimas dúvidas ainda restam a respeito da opção política da Operação Lava-Jato. Se em princípio seus integrantes não era a favor deste ou daquele partido ou candidato, certamente, era contra o ex-presidente Lula. Entretanto, após as revelações do site The Intercept, a exceção dos fanáticos “lavajatistas”, poucos ainda se atrevem a por suas mãos no fogo confiando na imparcialidade da dita cuja.  

Daí as minhas preocupações, e por certo, da grande maioria de nossa população, ao vê-la submetida a um duríssimo teste. Reporto-me as revelações já tornadas públicas pelo referido site, algo parecido a um xeque-mate. Eu, particularmente, torço que encontrem uma saída, afinal de contas, em se tratando da luta contra a nossa corrupção, em toda a nossa história republicana, nada comparável a Operação Lava-Jato havia acontecido no nosso país e nos despertado tantas esperanças.   

O crescente apoio que a nossa população chegou a dispensar a Operação Lava-Jato atingiu um nível tal que sequer permitia que alguém a contestasse, até porque, quem assim o fizesse, logo seria acusado de está advogando a favor da corrupção e da impunidade.  

         Tamanho era o prestígio da Operação Lava-Jato que a dupla que a comandava, o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dellagnol, chegaram a cometer as mais flagrantes arbitrariedades, e o mais grave, sem que os escalões superiores do nosso poder judiciário esboçassem as devidas e necessárias reações. 

.        Em comemoração aos cinco anos da Operação Lava-Jato, por iniciativa dos seus integrantes, um outdoor chegou a ser exposto, na cidade Curitiba, sede da referida operação, no qual se lia: “República de Curitiba, terra da Operação Lava-Jato, a investigação que mudou o país”. Quanta arrogância! Quanta soberba!

         A exemplificar: quando o então juiz Sérgio Moro grampeou vários telefonemas sem autorização judicial, em si mesmo um crime, e ainda por cima, captando a voz da então presidente Dilma Rousseff, um crime contra o nosso próprio Estado, portanto, ainda mais grave, e não fora afastado do comando da Operação Lava-Jato, dali para frente, toda sorte de arbitrariedades, particularmente, contra o seu alvo preferido, vieram acontecer. Não por acaso, o troféu que pretendia, qual seja, a condenação, prisão e inelegibilidade de ex-presidente Lula conquistaram. Resta saber o que restará quando as verdades e as farsas das duas Operações, da Lava-Jato e da Vaza-Jato, forem sopesadas pelo STF-Supremo Tribunal Federal.  . 

         E se até lá, novas e comprometedoras revelações, até então, escondidas na caixa de Pandora, ora em poder da Operação Vaza-Jato, vierem a público? De uma coisa ninguém pode duvidar: o jornalista Gleen Greenwald é duro na queda.

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