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Vá em frente

A porta da rua é a serventia da casa.                  

O governador Gladson Cameli sabe, e tanto sabe que, a expressão acima fora por ele pronunciada. Ao assim se expressar, por certo, endereçava-a a alguns dos seus assessores, particularmente, àqueles que já se revelaram incapazes de atender os objetivos do seu governo.    

Muito provavelmente o governador Gladson Cameli já os identificou, afinal de contas, por sê-los notoriamente incompetentes, com razoável freqüência, seus nomes sempre aparecem na rabeira em toda e qualquer avaliação que se faça sobre o desempenho de seus assessores.       

Gladson Cameli não foi o primeiro e não será último governante a ter feito concessões quando da montagem de sua equipe, isto porque, enquanto perdurar a nossa atual estrutura partidária, esta por sua vez, permissiva a toda sorte de conchavos, as nossas máquinas públicas continuarão abrigando os apadrinhados dos nossos dirigentes partidários. À propósito, a eleição do governador Gladson Cameli resultou de uma coligação composta por mais de uma dezena de partidos políticos. 

Engana-se ser fácil o descarte de tais “aspones”, os chamados “assessores de porra nenhuma”, não por eles, e sim, pela força política de seus padrinhos. E o mais grave: não raramente, um sujeito portador de um razoável currículo vê-se substituído por outro sem a menor qualificação profissional. 

Se a sucesso de qualquer gestão, seja pública ou privada, depende não apenas de quem se encontra instalado no vértice do poder, sim e também, daqueles que os assessoram, ao admitir pessoas incompetentes para ocupar funções para as quais não se encontram minimamente habilitados tem sido um dos mais graves incômodos  enfrentados pelos nossos governantes.

Registra-se por dever de justiça que entre os assessores do governador Gladson Cameli muitos deles, diria até, a maioria deles, como se diz na gíria, estão dando conta do recado. E estes, minhas homenagens. 

É contra aos seus assessores reconhecidamente incompetentes que a nossa sociedade vem se insurgindo, por enquanto, sem fulanizá-los. Entretanto, se mantidos em suas funções, não tardará para que seus nomes sejam expostos publicamente. 

Enquanto comandou o nosso Estado, o então governador Orleir Cameli, de saudosa memória, não deu vida longa a assessores incompetentes, diga-se de passagem, um oportuníssimo exemplo a ser seguido pelo seu sobrinho, nosso atual governador, Gladson Cameli. 

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