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Por qué no te callas?

   O presidente Jair Bolsonaro prometeu que indicará alguém  “terrivelmente evangélico” para ser ministro do nosso STF.

Na tentativa de encontrar os motivos que levaram o presidente Jair Bolsonaro a assim se expressar: “indicarei para ocupar uma das onze cadeiras do nosso STF-Supremo Tribunal Federal, alguém que seja “terrivelmente evangélico” saí buscando e ainda não encontrei ninguém que me fizesse entender o verdadeiro sentido de tão desconexa expressão, até porque, entre se ser terrivelmente evangélico e diabolicamente cristão não vejo grandes diferenças? 

De mais a mais, se somos um país laico, jamais a opção religiosa de alguém deveria se prestar como requisito para o preenchimento, em caso de vacância, para ocupar uma das vagas de ministro da nossa suprema corte de justiça. Seu saber jurídico, sua isenção e seu espírito público, aí sim, não valores exigíveis e a serem considerados. 

E o que levou o presidente Jair Bolsonaro a tratar de tão delicada questão com tamanha antecedência, se presentemente e exigindo a máxima urgência o seu governo encontra-se ilhado de crises e sem soluções à vista? 

 Se a escolha do ministro que sucederá o hoje ministro Celso de Melo só se dará a partir de novembro de 2020, ao tratar de sua sucessão, e da forma como o presidente Jair Bolsonaro é, no mínimo, uma precipitação, até porque, trata-se de uma decisão altamente delicada e que não deveria motivar nenhum tipo de especulação.

Se enquanto deputado federal, por longos 28 anos, Jair Bolsonaro falava pelos cotovelos e tinha a sua disposição um baú de asneiras, vá lá, mas na condição de presidente da República ele precisa entender que suas declarações têm conseqüência, e a depender dos seus conteúdos, bastante graves. Não por acaso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já o comparou a uma usina de crises.

De precipitações em precipitações, diria até, de desafios em desafios assim vem caminhando o governo Jair Bolsonaro. Não é demais lembrar sua vocação armamentista, a despeito de sermos campeão mundial em assassinatos e a sua veneração pelo presidente Donaldo Trump, este por sua vez, o pior exemplo de homem púbico.

Como se tudo isto não bastasse, eis que vem o presidente Jair Bolsonaro e decide fazer do seu filho, Eduardo Bolsonaro, embaixador do Brasil nos EUA, digamos assim, dando-nos a nós e ao próprio Itaramati, um baita passa-moleque, afinal de contas, se em matéria de relações exteriores o nosso país sempre teve lugar assegurado, e com galhardia, sabe-se lá o que acontecerá caso tal pretensão venha ser confirmada.

No que dependesse do Instituto Barão de Rio Branco, por certo, a referida indicação não seria aprovada. Portanto, resta saber o que fará o senado, o último paredão capaz de evitar que tal aberração se materialize.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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