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Chega de PIBINHOS!

Este ano está perdido e o próximo poderá ser ainda pior.

Para o nosso país parar de piorar o nosso PIB-Produto Interno Bruto  precisa crescer, e para começar a melhorar, precisa crescer acima dos 3% ao ano, no mínimo, e por seguidos anos. PIBinhos crescendo a taxa de 1% ao ano, sequer irá atender a população que se torna econômica ativa, ou seja, aos jovens que saem em busca do seu primeiro posto de trabalho.     
Consoante a Lei de Okun e aceita mundialmente pelos mais experimentados economistas, existem uma relação bastante íntima entre crescimento econômico e geração de empregos, ou seja: quando o PIB cresce o desemprego cai. Em economias como a nossa, quando o PIB cresce 2% o desemprego cai 1%. Entre desempregados, subempregados e desalentados já contamos com mais de 30% da nossa população.   

Em todos os bons períodos vividos pela nossa sociedade, invariavelmente,  verificou o que determina a referida lei. Para tanto lembremos o período, 1948/1981, no qual, o nosso PIB cresceu a uma média superior aos 7% ao ano. Entre os anos 1969/1973, a despeito do regime político de então, a nossa não saudosa ditadura militar de 64, o nosso PIB chegou a crescer 14% ao ano, e não apenas tivemos um dos menores índices de desemprego da nossa história como chegamos a ser a 6ª maior economia do mundo.       

Lamentavelmente, os maus momentos da nossa economia começaram a surgir no final da década de 1980, tendo como causa o exponencial crescimento no preço do barril de petróleo, e de lá para cá, formos vítimas das mais diversas crises e das mais diversas naturezas: chegamos a enfrentar uma hiper-inflação e continuas crises de natureza eminentemente política. .     

Presentemente estamos enfrentando o mais grave período de toda a nossa história, posto que, além do cruzamento de várias e agudas crises, de onde deveriam surgir as suas soluções, dos nossos representantes políticos, não está havendo disposição para tanto. Pelo contrário. Ao invés de bombeiros, com raríssimas exceções, os nossos políticos, e de todos os partidos, continuam agindo como incendiários, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro, cuja índole beligerante continua sendo sua principal marca.  

O ano de 2019 já está irreversivelmente perdido, pois o crescimento do nosso PIB, previsto para 3%, no máximo, atingirá miseráveis 1%, e para 2020 as previsões são bastante desanimadoras. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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