O Rio Branco

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Seis, por meia dúzia

Por Artigo do Narciso

13 de Abril de 2019 às 15:27:42

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

A expressão que encabeça este artigo é de autoria do imortal Alberto Einstein, inquestionavelmente, um dos humanos mais sábios e inteligentes de nossa história. No mesmo sentido pontuou Caroline Reedford: “Se eu pudesse voltar no tempo para consertar meus erros, eu aproveitaria meu tempo e daria tempo ao tempo, porque todos os meus erros se basearam em meus impulsos desnecessários”.  

Que o presidente Jair Bolsonaro, em razão dos seus impulsos, errou ao ter feito do incompetente e desastrado Ricardo Vélez Rodrigues, Ministro da Educação, ao demiti-lo antes que completasse os primeiros 100 dias no cargo confessou o erro que havia cometido, isto porque, não se troca um Ministro de Estado em tão pouco tempo, a não ser, que tenha se revelado absolutamente incompetente.  

Lamentavelmente, como o presidente Jair Bolsonaro é do tipo que não aprende nem com os seus próprios erros, menos ainda com os erros dos outros, ao substituir Ricardo Vélez Rodrigues por Abraham Weintraub, na melhor das hipóteses ele fez uma troca do tipo: seis por meia dúzia. E o mais grave: o ministro que saiu e o que entrou são fiéis seguidores do guru Olavo de Carvalho, este sim, o causador da bagunça em que foi transformado o nosso Ministério da Educação.   

Não por acaso, ao ser confirmada a referida troca, Olavo de Carvalho assim se pronunciou: Abraham Weintraub segue mais as minhas idéias que o Ricardo Vélez Rodrigues. Como é público e notório, dois dos nossos ministérios, o da Educação e o das Relações Exteriores, no atual governo, e sabe-se lá até quando, continuam comandados pelos chamados olavetes, ou seja, são orientados pelo já referido tal guru.        

Olavo de Carvalho se auto-avalia tão poderoso que já partiu para agredir os militares que estão ocupando altos cargos no governo, e não raramente, utilizando-se de uma linguagem de baixíssimo calão. Alguns deles já chegaram a ser comparados a fezes. O vice-presidente Hamilton Mourão, por exemplo, já foi comparado a tudo que não presta. 

 Particularmente, não creio no sucesso do agora Ministro da Educação, Abraham Winstraub, e pela simples razão: dos alunos de Olavo de Carvalho jamais poderemos esperar boas coisas. 

 

 

 

 



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