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Quanto vexame!

O mosquito da dengue está vencendo a guerra   contra os nossos atuais governantes.

Ainda que o nosso calendário eleitoral determine que a nossa próxima sucessão presidencial só se dará em 2022, mesmo assim, assim, já nos encontramos em plena campanha eleitoral. A despeito disto, decorridos apenas oito meses dos seus mandatos, nossos atuais governantes, em sua grande maioria, sequer conseguem combater o mosquito da dengue. Incompetência, covardia ou o quê? Vamos aos fatos; 

Do primeiro dia de janeiro até o dia 24 de agosto deste ano, 1.400.000 de casos de dengue já foram confirmados em nosso país. No ano de 2018, em igual período, ocorreram 206.000 casos. Nada a ver com as tais Fake News, afinal de contas, estes dados foram obtidos e divulgados sob a responsabilidade do nosso Ministério da Saúde. Entre  os anos 2018 e 2019, houve um aumento de 600%. Nada mais desesperador.  

Pior que a explosão de casos de dengue foi o explosivo número de óbitos, 650 casos, todas evitáveis, caso o nosso país tratasse a nossa saúde pública como manda a nossa constituição, ou seja, como um direito do cidadão e um dever do Estado. Em tempo: o aedes aegypti, o  mosquito causador da dengue, da zika e da chikungunya só costuma invadir as fronteiras dos chamados países do terceiro mundo. 

Detalhe: o Brasil conseguiu eliminar o último criadouro do mosquito da dengue em 1955, e três anos após, sua erradicação chegou a ser declarada pelas principais organizações de saúde,  tanto as nacionais quanto as e internacionais. Como e por que, nos tornamos vítimas de novas invasões, a ponto de termos que enfrentar já não mais epidemia, e sim, uma pandemia de dengue?  

Em relação à pandemia em curso, nada mais estranho do que tomarmos conhecimento que entre todas as unidades da nossa federação, os Estados de São Paulo e Minas Gerais, em todos os aspectos, os mais importantes do nosso país, sejam os mais ameaçados.  

A propósito, ao se reportar ao atual presidente Jair Bolsonaro, candidato a reeleição, um dos seus declarados concorrentes, o atual governador de São Paulo, João Doria, respondeu-lhe: “Temos que cuidar de gestão, não de eleição”. Em outra ocasião, e sendo mais incisivo, chegou a dizer: “espero que Bolsonaro pare de antecipar o processo eleitoral”. 

Se sentados nas duas mais poderosas cadeiras do nosso país, o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Dória continuarem priorizando a disputa presidencial de 2022, e não as suas gestões, nós brasileiros, só teremos a perder, e o mosquito da dengue, a ganhar. . Tais comportamento tem nome e sobrenome: má política. Não é demais lembrar que há pouco menos de um ano, quando lhes convinha, Bolsonaro e Dória compuseram uma aliança eleitoreira que deram o apelido de “Bolsodoria” 

Com o aumento de 600% nos casos de dengue e nosso PIB e o nosso mercado de trabalho crescendo zero vírgula alguma coisa por cento, sabe-se lá o que irá acontecer até lá. 

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