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Vergonhosamente

Diversos candidatos que disputarão às próximas   eleições sequer sabem a que partido irão se filiar.            

    Volta e meia os figurões que se encontram comodamente instalados nos mais altos escalões dos nossos poderes e das nossas instituições, proferem parvoíces do tipo: os nossos poderes e as nossas instituições estão funcionando independentes e harmonicamente e a nossa democracia está cada vez mais se consolidando.

Quanta desfaçatez! As democracias, sobretudo à nossa, estão sendo ameaçadas de morte, e pela mais elementar das razões, qual seja, a disputa por espaço de poder, e no âmbito político partidário, como a nossa legislação é uma das, quando a pior do mundo, as nossas disputas eleitorais só tem feito piorar a nossa já bastante precária democracia.

Até entre os ministros da nossa suprema corte de justiça, recorrentemente, estamos assistindo, ao vivo e a cores, não apenas a desarmonia entre eles, e sim, desrespeitos mútuos. Não por acaso, o nosso STF já está sendo comparado a um arquipélago composto por 11 ilhas, e não mais, como o guardião da nossa própria constituição. Recentemente, o Ministro Luiz Fux, ocasionalmente, de plantão, monocraticamente, revogou uma decisão que havia sido aprovada pelo Congresso Nacional e devidamente equacionada pelo próprio presidente do STF, o ministro Dias Toffoli. Nada poderia ser mais inconseqüente e irresponsável.

Quais os interesses que estão determinando o Ministro Luiz Fux a tomar suas estapafúrdias decisões? Pior ainda: não raramente assistimos os ministros do nosso STF trocar insultos injuriosos no decorrer de suas próprias sessões plenárias. Numa delas, por muito pouco, os ministros Luiz Roberto Barroso e Gilmar Mendes não foram às tapas.  

 A nossa sociedade precisa reagir, e com a devida veemência, a fatos dessa natureza, do contrário, cada vez mais, aí sim, estamos nos aproximando do chamado fundo do poço, pois outro não é o destino de um país que em detendo a quarta maior extensão territorial do mundo, a quarta maior população do mundo e abundantemente favorecida pela nossa mãe natureza, socialmente falando-se, continua mantendo mais da metade da sua população desempregada e subempregada. Até uma nova denominação já foi criada para identificar uma terceira classe dos nossos excluídos socialmente: os desalentados.

   No nosso ambiente político-administrativo, as coisas caminham de mal a pior. Para tanto basta avaliarmos a precariedade da nossa educação, da nossa saúde e da nossa segurança pública e comparamos com as de diversos países que há pouco mais de 30 anos eram considerados como as escórias do mundo, a exemplificar: China, Índia, Coréia do Sul. 

Enquanto isto, já em plena campanha eleitoral para as nossas próximas eleições, não as eleições municipais que acontecerão este ano, e sim, para a sucessão presidencial no ainda distante ano de 2022, já existe quase uma dúzia de candidaturas.

Por fim: não é por falta de eleições e tampouco pela escassez de candidaturas que a nossa democracia vem caminhando de mal a pior, e sim, pela incapacidade dos nossos poderes de cumprirem com as suas respectivas atribuições.

 

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