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Às urnas

Não será pela falta de candidatos que faremos, más escolhas dos nossos futuros prefeitos

.        Em se confirmando a quantidade candidatos que se dizem dispostos a disputar a prefeitura de nossa capital, se os nossos eleitores vieram dar o devido valor aos seus votos, certamente, disporemos de um razoável plantel de candidatos, a se destacar, a candidatura da nossa atual prefeita, Socorro Nery, até porque, em sua curta gestão, a despeito da crise fiscal que teve que enfrentar, ela se houve razoavelmente bem, condição que a fará bastante competitiva, particularmente, caso o processo seja levado ao segundo turno e ela se faça presente.

         Que as novas regras eleitorais irão influir nas próximas eleições, certamente sim, entre elas, o fim das coligações proporcionais nas eleições dos vereadores e o comprimento da chamada cláusula de barreira. De mais a mais, o mercantilismo eleitoral, bastante comum em todas as nossas eleições passadas, por certo, não acontecerá tão frouxamente com dantes.

         Volto a repetir: voto não tem preço, mas tem conseqüência. Como bem disse o Conselheiro Acácio, as conseqüências vêm sempre depois, sobretudo para os eleitores que ao invés de valorizar o seu voto o transforma numa mercadoria e o vende por qualquer preço.

         Não é a política que leva os candidatos desonestos e incompetentes ao poder, e sim, nossos próprios eleitores. É duro, mas necessária se faz dizer: ao tempo em que se dizem vítimas dos maus políticos, os nossos eleitores, sobretudo, os mais excluídos socialmente, são igualmente cúmplices, até porque, todos os nossos representantes políticos, onde quer que estejam instalados, foram e serão por eles escolhidos.

         Que a nossa estrutura político-partidária é bastante desanimadora e a causa do não estabelecimento de cultura política que leve os nossos eleitores a entender a importância do voto como o principal instrumento de transformação social e econômica, é fato. Isto sim, precisa mudar.

         Nada mais preocupante que a crescente quantidade de eleitores que, em se dizendo decepcionados com os nossos políticos, se arvoram em dizer: nunca mais vou votar em ninguém. Quem assim procede estará ajudando a eleger os políticos que menos gostaria de vê-lo no poder. Diria até: quem não gosta de política será governado por aqueles que gostam. 

         Como tomei como exemplo a eleição do prefeito de Rio Branco, às próximas eleições, ainda assim, o raciocínio se estende aos demais candidatos do nosso Estado, e Brasil afora. Como todos os candidatos não são iguais, política e moralmente, a nossa democracia em muito terá que agradecer aos eleitores que, sopesando-os, escolherem os candidatos que não venham nos causar renovadas decepções. Concluo dizendo: voto não tem preço, tem conseqüência. Se boas ou más, depende dos nossos eleitores.

 

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