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Nem podia e nem devia

Em conversas íntimas você pode ser um pouco irresponsável

.        A expressão acima, de autoria do procurador da República e chefe da força tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, aí sim, pode e deve ser entendida como uma confissão de culpa. Portanto, não se prestará como uma justificativa, minimamente aceitável, e sim canhestra, para quem agia em nome do Estado, e ainda por cima, detendo poderes extraordinários. Portanto, só quem se sente em puros, gente assim, apela para uma justificativa tão inconsistente.

Reporto-me aos absurdos praticados pelos integrantes da Operação Lava-Jato, e tão somente os que já foram tornados públicos pelo site The Intercept. Ademais, coisas ainda mais cabeludas, segundo o jornalista Glenn Greenwald, diretor do referido site, ainda serão reveladas. 

.        Em reconhecendo que errou a sua parceira, Procuradora Gerusa Viecili, integrante da referida operação, divulgou um pedido de desculpas vazado nos seguintes termos: “Errei. E minha consciência me leva a fazer correto. Peço desculpas à pessoa afetada, o ex-presidente Lula”.

.        Reconhecer que errou, não parece ser à disposição do procurador Dalton Dellagnol, afinal de contas, o vaidoso recusa-se a aceitar o que a humildade recomenda. 

 .       É da lavra de Machado de Assis, o mais lembrado entre os nossos imortais, a seguinte expressão: “a vaidade é um princípio de corrupção”. Que a vaidade corrompeu os integrantes da Operação Lava-Jato, e em particular, o procurador Deltan Dallagnol falta pouco, se é que ainda falta algo mais, para restar comprovado que a vaidade o corrompeu.   

.        Daí a pergunta que não pode calar: Por que outrora, com regular freqüência, o procurador Daltan Dellagnol ocupava a nossa imprensa, em particular, os veículos do grupo Globo de Comunicação, para fazer propaganda de si e da Operação Lava-Jato e presentemente recusa-se vir à público  para se defender das gravíssimas acusações que a tal Operação Vaza-Jato lhes têm feito? Já por duas vezes ele rejeitou o convite que lhes fora feito para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados.     

.        Se sábio é aquele que faz dos seus próprios erros uma lição de vida, não será com desculpas esfarrapadas que o procurador Deltan Dellagnol reaverá o prestígio que havia adquirido nos áureos e saudosos tempos da Operação Lava-Jato. Na nossa história vamos encontrar diversos exemplos de pessoas que desabaram da fama para a lama.

.        Quem acusa e/ou julga em nome do Estado, tem que obedecer limites. A propósito, assim recomendava Benjamin Franklin, ex-presidente dos EUA: “Seja cortês com todos, sociável com muitos, íntimo de poucos, amigo de um e inimigo de nenhum.  

.        Não é demais lembrar que no auge da Operação Lava-Jato, tanto o procurador Deltan Dallagnol quanto o então juiz Sérgio Moro, não apenas se viam como heróis como eram saudados e celebrados pela grande maioria da nossa população.

.        Daí estarem sendo desafiados a provar que seus pés não eram de barro.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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