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Aposta ariscada

O presidente Jair Bolsonaro é do tipo teimoso, e em relação as suas idéias fixas, mais ainda.  

Pela quantidade e qualidade das baixarias que já dirigiu aos militares que compõem as mais elevadíssimas funções no governo Jair Bolsonaro e a própria instituição “Exercito Brasileiro”, a mais óbvia das conclusões a que poderemos chegar é a seguinte: Olavo de Carvalho sente-se à vontade, por se considerar o guru do nosso presidente, ainda que as suas espalhafatosas e beligerantes declarações provoquem situações bastante indigestas para o próprio presidente.   

Não fosse assim, jamais o presidente Jair Bolsonaro engoliria, a seco, e por certo, muitíssimo a contragosto, as desaforadas agressões que o referido guru vem dirigindo aos generais/ministros que compõem o alto escalão da sua equipe governamental.   

Quando suas agressões se circunscreviam ao general Hamiltom Mourão, dada a sua condição de substituto eventual do presidente Jair Bolsonaro, em dando asas a sua imaginação, vá lá, que Olavo de Carvalho o tenha posto na conta de um conspirador, coincidentemente, a visão que é compartilhada pelos seus filhos, em particular, pelo seu pitbull, como assim o próprio Jair Bolsonaro costuma se referir ao mais belicoso deles, o vereador Carlos Bolsonaro. 

Acontece que, ao dirigir a sua artilharia com o propósito de assassinar as reputações dos generais - Villas Bôas, Augusto Heleno e Santos Cruz, entre outros - tudo nos leva a crer que o tal guru, na mais arriscada de suas apostar, achou por bem jogar no colo do presidente Jair Bolsonaro uma devastadora bomba, com seu pavio curto e inflamado, portanto, prestes a explodir. E certamente explodirá, caso o seu pavio não seja apagado, e com a urgência que o caso requer. 

Se para Olavo de Carvalho deixar o dito pelo não dito, faz parte do seu jeito de ser e de agir, este não será, seguramente, e é bom que não seja, o jeito de ser e de agir dos generais acima nominados, daí a respeitabilidade que adquiriram, não apenas no âmbito das nossas forças armadas, sim e também, pela maioria da nossa população. 

Decerto uma coisa: ou o presidente Jair Bolsonaro pára de dar ouvidos a Olavo de Carvalho ou a sua estada na presidência da República, para além da nossa previdência social, dependerá do obsequioso e indispensável silêncio do seu guru.   

 

 

 

 

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