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Confie desconfiando

Por que as previsões otimistas dos nossos economistas raramente se confirmam e por vezes até pioram?

Nunca na história do nosso país nenhum dos nossos presidentes havia dado tantos poderes e atribuições a um dos seus ministros quanto o presidente Jair Bolsonaro deu ao ministro Paulo Guedes. Para começo de conversa: três dos nossos tradicionais ministérios, o da Fazenda, o do Planejamento e o da Indústria e Comércio, fundiram-se num só, o atual Ministério da Economia, e neste ninguém tasca sem o seu prévio consentimento. O próprio presidente Jair Bolsonaro o denominou de dono do Posto Ipiranga. Dito isto, qualquer outro ministro, e de qualquer outra pasta que precisar ser abastecido, só com a sua autorização. Do contrário, continuará com seus tanques, ou seja, com seus cofres vazios.

Se isto ainda fosse pouco, coube ao Ministro Paulo Guedes sugerir, ou no mínimo concordar com as nomeações dos atuais presidentes do Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. Portanto, se a nossa economia for alçada do atoleiro em se encontra ou cada vez mais se afundar, os méritos ou deméritos deverão ser postos na sua conta. Eu, particularmente, sou um dos seus entusiastas, e pela mais elementar das razões: ele já identificou as causas que nos levaram ao fundo do poço e tudo tem feito no sentido de debelá-las. Por exemplo: não fosse a aprovação da reforma da nossa previdência social aprofundamento da nossa crise fiscal seria ainda mais grave.        

 Como não há desenvolvimento social sem ser precedido de desenvolvimento econômico, seja no nosso ou em qualquer outro país, o que mais me anima no Ministro Paulo Guedes é a sua firme determinação de não agredir o nosso orçamento federal, a não ser em caráter imperativo e excepcionalmente. De uma coisa não podemos esquecer: pior do que nos encontrarmos no fundo do poço é sermos empurrados para o seu volume morto motivado por contínuas irresponsabilidades fiscais.

Se quase a metade da nossa população encontra-se desempregada ou subempregada e se os nossos serviços públicos encontram-se profundamente precarizados, sobretudo a nossa saúde, educação e segurança pública, e se todos os nossos entes federados não mais estão cabendo em seus próprios orçamentos, urge aprovar as demais reformas constitucionais que ainda faltam, entre elas, a tributária e a administrativa, isto porque, o Estado provedor de tudo e de todos já não mais existe.

  Só e somente só, para atender aos milhões de brasileiros que estão vivendo abaixo da linha da pobreza, diria até, em estado de miséria, é que os nossos governantes, e em todos os níveis, ainda assim, cercados de todos os cuidados, terão que socorrê-los, isto porque, pior que a nossa crise fiscal, somente uma convulsão social.

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