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A ver!

 O que haveremos de esperar de 2020?

         Nós, brasileiros, esperançosos por convicção e profissão, estamos esperamos que 2020 seja melhor, ou em última análise, menos ruim, quanto foram os anos que compuseram o nosso o último quadriênio, a despeito dos vários desafios que estão a nossa frente. Ainda assim, já seria de bom tamanho se a nossa economia restabelecesse o nível que havíamos alcançado no ano de 2015, posto que, já sinalizaria um bom recomeço.

.        Do contrário, a inquietação da nossa sociedade só tenderá a se gravar, isto porque, quase a metade da nossa população economicamente ativa encontra-se desempregada e/ou subempregada, afora os desalentados, denominação sugerida pelo próprio IBGE a uma substancial parcela de brasileiros que já não sai às ruas em busca um posto de trabalho porque perderam a esperança de encontrá-lo.

         Se sem crescimento econômico não haverá desenvolvimento social, resta-nos tão somente crescer economicamente. Mas para tanto, em muito dependemos dos nossos representantes políticos, sobretudo, daqueles que se encontram instalados nos mais elevados postos da nossa máquina político-administrativa, em particular, do presidente Jair Bolsonaro e dos nossos congressistas, até porque, sem a aprovação de diversas e profundas reformas constitucionais a nossa situação jamais melhorará. 

         Lamentavelmente, o caminho que poderia nos levar ao nosso desenvolvimento econômico, mais que antes, encontra-se cheio de pedras, entre elas, já nem tanto a incômoda polarização que existia entre tucanos e petistas, e nem a mais recente, entre lulistas e bolsonaristas, e sim, a quantidade de candidatos, já em plena campanha, visando às eleições presidenciais de 2022.

         No mínimo, uma meia dúzia de candidatos a sucessão presidencial, às próximas eleições, a começar pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, não pensam em outra coisa. João Dória e Wilson Witzel, respectivamente, governadores do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, idem. O persistente Ciro Gomes, também. Lula ou alguém por ele indicado, certamente, sim. E pelo andar da carruagem, por mais incrível que possa parecer, Luciano Huck, em razão da experiência que adquiriu como apresentador de um programa de auditório, não apenas se diz pronto e preparado para presidir a nossa complicadíssima República, como vem recebendo apoios importantíssimos de expressivas figuras do no mundo político. Quanto a candidatura do hoje Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao que tudo nos leva a crer, na hora H, e para decepção do próprio presidente Jair Bolsonaro, não tardará a ser lançada. A propósito, até o partido político que abrigará a sua candidatura, o Pedemos, já se encontra ao seu inteiro dispor.

         A antecipação da disputa presidencial, ainda faltando três longos e desafiadores anos, em nada ajudará, e muito dificultará, a atravessarmos os vários Rubicões que se encontram a nossa frente.                                      

 

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