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Imparcialidade

Por Artigo do Narciso

09 de Outubro de 2018 às 09:20:23

Ser imparcial é ser justo, reto, equitativo e neutro, são os atributos indispensável da imprensa. 

.        Já nos bancos de suas faculdades, os estudantes de jornalismo são devidamente esclarecidos sobre a necessidade de serem imparciais, até porque, no exercício desta nobre e importantíssima atividade, tudo que noticiam precisa ser tratada com a mais absoluta isenção, posto que, a parcialidade sempre foi e será, o mais mortal entre todos os pecados que um jornalista pode cometer. Lamentavelmente, os nossos principais veículos de comunicação, e seus respectivos jornalistas, estes por sua vez, feitos paus mandados, vêm cometendo os mais grotescos pecados. 

         A provar que sim, caso o segundo turno da eleição presidencial em curso ocorra entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, como tudo nos leva a crer que sim, restará provado que a nossa imprensa amargará a mais travosa e indigesta derrota de toda a sua história, afinal de contas, se dependesse do que haviam noticiado, dos seus espetáculos midiáticos, em particular, nem Bolsonaro e nem Haddad chegariam ao segundo turno. Diria até, nunca teriam saído das rabeiras das pesquisas.

.        A parcialidade como os dois foram tratados pela nossa grande imprensa acabou resultando nisto que está aí, ou seja, em vítimas, afinal de contas, não tem outra explicação para ter feito de um parlamentar medíocre, como foi o deputado federal Jair Bolsonaro em seus seis mandatos consecutivos, num candidato à presidência da República, e com lugar assegurado, por antecipação, no segundo turno da disputa presidencial em curso.

         Em relação ao candidato Fernando Haddad, quem poderia imaginar que em apenas 30 dias de campanha ele conseguiria chegar ao segundo turno da presente disputa presidencial, tão somente, como herdeiro do capital eleitoral do ex-presidente Lula?

.        Certamente ninguém, a não ser o próprio Lula e numa aposta de altíssimo risco, qual seja, a de que parte considerável os nossos eleitores iria considerar a sua condenação e a sua conseqüente prisão, como uma perseguição, cujo objetivo seria o retirá-lo da disputa presidencial.

.        Por assim entenderem, e as pesquisas estão aí para comprovar, sempre num crescendo, Fernando Haddad praticamente já assegurou lugar no segundo turno, e a disputa final entre Bolsonaro/Haddad, cada vez mais foi se consolidando.

.        Isto será bom para o nosso país? A meu ver não, afinal de contas, àquela que deveria ser a mais importante eleição presidencial do nosso país acabou se transformado numa disputa entre dois anticandidatos, simples assim: vota-se em Bolsonaro por ser contra Haddad, e vice-versa.

          Esta situação decorreu da criminalização generalizada da nossa classe política, diga-se de passagem, o que de pior a nossa grande imprensa poderia ter feito em prejuízo da nossa própria democracia. 



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