O Rio Branco

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O poder da imprensa

Por Artigo do Narciso

07 de Outubro de 2017 às 17:24:13

Se a imprensa tivesse o poder para derrotar um candidato Trump jamais seria presidente dos EUA.

A imprensa dos EUA, e de lambuja, a do resto do mundo, inclusive a nossa, fizeram o diabo com a candidatura Donald Trump. De tudo que não presta o dito cujo foi acusado, em boa parte, muito merecidamente, afinal de contas, dele não poderíamos esperar boas coisas. Bateram o quanto puderam, sem dó e sem piedade, até sangrar, ainda assim, deu no que deu, ou seja, estamos tendo que engoli-lo, à seco, no comando da maior potência política, econômica e militar do planeta.   

Daí a pergunta que não pode calar: até onde a imprensa influencia numa disputa eleitoral, notadamente, em nível presidencial? Tomando-se como base a eleição do próprio Donald Trump, a resposta seria nenhuma, ou quem sabe até, que sua influência é negativa. De mais a mais, os mais experimentados institutos de pesquisas, indistintamente, davam como certa a eleição da candidata Hillary Clinton, sua adversária.

   Numa linguagem abrasileirada, se é que assim podemos nos expressar, não basta que a imprensa bata, bata e bata, para determinar a derrota de um candidato, e sim, saber, como e onde, até porque, tudo tem nos levado a crer que nos candidatos tipo “massa de pão”, não raramente, quanto mais se bate mais eles crescem. Vide o que está acontecendo com o ex-presidente Lula, afinal de contas, pelo tanto que tem apanhado e de forma indiscutivelmente orquestrada, além resistir ele se mantém em primeiro lugar em todas as pesquisas.  

Ao lado das candidaturas tipo “massa de pão”, como a do ex-presidente Lula, parece existir outra categoria de candidatos, a do tipo “queixo de vidro”. Para tanto, basta que analisemos o  que já aconteceu, e de forma definitiva,  com o senador Aécio Neves, cuja candidatura à presidência da República, em 2018, simplesmente foi destroçada, bastando para tanto, um petardo lançado pelo criminoso/confesso  Joesley Batista.

Se a imprensa não influencia a eleição deste ou daquele  candidato, já está suficiente provado, aí sim, que ela é capaz de prejudicar a gestão de qualquer governo. Vejamos os estragos que ela fez com o governo Dilma Rousseff e o que ora está fazendo com o governo Michel Temer. Fosse para ser assim, não era para a nossa imprensa ter dado o apoio que deram ao impeachment da ex-presidente, até porque, como sua cria, o governo Michel Temer não merecia o tratamento que vem recebendo.  

Sem dúvidas, é melhor que tenhamos uma imprensa crítica  investigativa e anti-governista do que uma imprensa servil aos governantes, ainda assim, nada mais prejudicial para um país do que ter uma imprensa sempre disposta a patrocinar os já denominamos espetáculos midiáticos.

 



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