Colunistas

Veremos

.                                                    O mundo pós coronavírus terá que ser bastante diferente daquele que vínhamos vivenciando.

.        Menosprezar a importância da instituição que atende pelo nome de “Estado”, qualquer que seja a sua forma de governo e de regime, particularmente, no que diz respeito qual deva ser o seu tamanho não mais será possível, isto porque, em dependendo do aprofundamento de determinadas crises, nenhuma outra instituição será capaz de substituí-lo, sobretudo, quando vidas humanas encontram-se seriamente ameaçadas.  
.        Como assim, se o Estado é um ente abstrato?  Daí é que advém a sua importância, posto que, é ele quem prescreve o conjunto de regras e comportamentos a serem seguidos, tanto pelos cidadãos que o compõe quanto, por quem o governa,  este sua vez, aí sim, um ente concreto.

.        De antemão esclarecemos: nos regimes democráticos, tal qual o nosso, os governantes podem muito, mas não pode tudo, isto porque, para além da natural escassez de recursos, ainda terão que obedecer as suas leis, posto que, dois outros poderes, o legislativo e o judiciário, os impedem de praticar o autoritarismo, uma prática bastante freqüente nos Estados ditatoriais.

         Se das desgraças poderemos tirar importantíssimas lições, da pandemia do coronavírus a primeira lição que já podemos extrair vem ser a seguinte: àqueles que defendiam que o Estado devesse ser o menor possível e os que defendiam que devesse ser o maior possível, hão de se quedar a seguinte realidade: o tamanho do Estado deverá ser aquele que a realidade impuser.

         O que não pode existir, aí sim, é o Estado perdulário, seja pela incompetência e/ou pela corrupção, até porque, são por estes dois ralos que, predominantemente, os recursos públicos são desperdiçados.

.        Entretanto, para nos prevenirmos do chamado Estado perdulário existe uma vacina que atende pelo seguinte nome: “voto”, mas como os nossos representantes políticos são escolhidos pela vontade majoritária da nossa população, especificamente, pelos nossos eleitores, teremos que ser bastante cautelosos ao fazermos suas escolhas, até porque, arrependimentos tardios não corrigem os estragos patrocinados pelas más escolhas que fizermos.

         Mundo afora, Brasil incluso, não fosse às ações dos seus correspondentes Estados, o número de mortes decorrentes da Covid-19, sem alarmismo, poderia ultrapassar àqueles verificados quando da 2ª guerra mundial. Para tanto, para compararmos o que aconteceu com a gripe espanhola na seqüência da 1ª guerra mundial.

          No nosso país, a despeito de alguns desencontros em suas ações, as nossas autoridades políticas e sanitárias têm feito por merecer as nossas mais sinceras homenagens, ao tempo em que rogamos a continuidade da luta contra o coronavírus, até porque, enquanto não conseguirmos abatê-lo, sob nenhum pretexto, as recomendações da ciência poderão ser flexibilizadas.

 

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