O Rio Branco

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Tempestade perfeita

Por Artigo do Narciso

08 de Abril de 2019 às 15:03:47

             Nossos atuais governantes sequer conseguiram se deliciar das suas tão esperadas “lua de mel”.  

Os primeiros 100 dias dos nossos atuais governantes foram bastante preocupantes e igualmente incômodos. Nem o presidente Jair Bolsonaro, ungido ao mais alto posto da nossa federação e nenhum dos nossos 27 governadores, puderam se deliciar da referida “lua de mel”, isto porque, ao se cientificarem dos problemas que haveria de enfrentar, passaram a viver em climas de grandes apreensões. Diria até, dias de cão.        

Verdade seja dita: as unidades da nossa federação que não se encontram em estado pré-falimentar estão caminhando nesta direção e no mesmo sentido. A exemplificar: unidades importantíssimas como são os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, se fossem regidos pelas mesmas leis que regem as empresas privadas já estariam sendo acionados por seus credores com justificáveis pedidos de falência. 

O Estado do Rio Grande do Norte, há mais de três meses não consegue pagar os salários dos seus próprios funcionários, os prestadores de serviços e seus fornecedores. Enquanto isto, o que ainda resta de nossas esperanças estão depositadas, predominantemente, no desempenho do governo Jair Bolsonaro e dos nossos congressistas, até porque, caso fracassem, o pior ainda estará por vir, no caso, a chamada tempestade perfeita.  

Como nenhuma das nossas unidades federadas está mais cabendo no seu próprio orçamento e como as suas despesas continuam subindo por elevadores e suas receitas por escadas, basta o mínimo racionalidade para concluirmos: ou se dar um basta nesta indesejável movimentação ou as nossas crises só tenderão a se agravar.  

Ainda bem que o próprio presidente Jair Bolsonaro começou a entender que com arroubos, como foi o seu caso, até se pode ganhar uma eleição, mas não se consegue governar. Prova disto foi o convite que fez, e prontamente aceito, para estabelecer entendimentos com os dirigentes partidários, logicamente, visando o apoio dos os seus respectivos congressistas, até porque, sem o apoio destes, jamais conseguirá aprovar as reformas constitucionais indispensáveis, não apenas ao seu governo, sim e também, ao nosso país. 

A reforma da nossa previdência social, caso não seja aprovada, tornará o nosso país ingovernável, e se aprovada, por si só, não se constituirá numa panacéia. Que deva ser posta na cabeceira da fila nada mais acertado. E se  aprovada, a depender dos seus termos, dependerá a sua importância em relação ao ajustamento das nossas contas públicas, até porque, diversas outras reformas também se fazem necessárias, entre elas a reforma política, isto porque, num Congresso, igual o nosso, composto por 30 partidos distintos, a ingovernabilidade vive batendo as suas portas.
 
Em relação ao nosso Acre, cuja situação fiscal inspira sérios cuidados, o governador Gladson Cameli precisa ficar atento, não tão somente com as questões de natureza fiscal, sim e também, com as de ordem política, até porque, não existe democracia sem a participação dos políticos.
Como a tal nova política não vingou, embora tenha sido de grande valia à eleição, mas não ao seu governo, resta-nos esperar no que resultará da sua aproximação com os partidos políticos e seus respectivos representantes, afinal de contas, as chamadas bancadas temáticas, a da bíblia, a da bola e a da bala e outras baboseiras, tais quais os vinhos de más qualidades, como seria esperado, viraram vinagre. 

 

 

 



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